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Ciência Cientistas criam microimplante para tratamento do vírus HIV

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Essa tecnologia não é apenas promissora para o HIV, mas para qualquer condição que exija uma ingestão diária de medicamentos. (Foto: Divulgação)

Cientistas norte-americanos da Universidade da Carolina do Norte desenvolveram uma alternativa para quem precisa tomar vários comprimidos por dia, por meio de um estudo de sete anos usando animais para trazer à tona um medicamento injetável que possa combinar todos os medicamentos necessários e tenha ação de longa duração.

“Não existe tecnologia comercializada ou aprovada pela FDA para prevenção de longa duração do HIV, e somos os primeiros a usar esse método com vários medicamentos antirretrovirais”, explicou Rahima Benhabbour, autora do estudo e professora assistente.

“Ter um tratamento de prevenção do HIV que consiste em uma injeção ou duas [de um microimplante] por ano causaria um impacto positivo incrível para os pacientes. Essa tecnologia não é apenas promissora para o HIV, mas para qualquer condição que exija uma ingestão diária de medicamentos. Estamos falando de um implante seguro, removível e duradouro que tira das costas o fardo do regime diário de medicação”, ela ainda acrescentou. Benhabbour conta que na África subsaariana, onde a prevalência do HIV é mais alta, a acessibilidade a esses medicamentos pode ser difícil e há muito estigma associado ao vírus.

“Como uma das maiores dificuldades associadas à prevenção do HIV é a falta de adesão ao tratamento medicamentoso, queríamos criar um sistema de distribuição de medicamentos que basicamente resolvesse esse problema”, apontou o autor sênior J. Victor Garcia, professor de medicina da Universidade da Carolina do Norte.

O implante injetável é composto por um solvente orgânico, um polímero e os medicamentos em si. Durante o estudo, seis medicamentos foram testados e todos mantiveram suas propriedades físicas e químicas dentro da formulação e após a liberação. Todos os seis também foram liberados em níveis efetivos por um período sustentado, variando de um mês a um ano.

O projeto é o primeiro a abordar vantagens, se comparado com o método atual de administração de medicamentos para o HIV. “Se um paciente precisar interromper o tratamento porque teve uma reação ruim aos medicamentos, ou talvez uma mulher tenha engravidado, nosso implante pode ser facilmente removido cirurgicamente”, explicou Martina Kovarova, autora colaboradora e também professora de medicina da Universidade da Carolina do Norte.

Este é o primeiro implante injetável para o HIV que pode ser removido uma semana ou meses após a injeção os fármacos eliminados do sistema dentro de uma semana. Se o implante não precisar ser removido, ele se biodegradará em ácidos que já são encontrados no corpo. Os pesquisadores planejam continuar desenvolvendo e melhorando esse sistema de administração de medicamentos múltiplos, observando seus efeitos em modelos relevantes in vivo e, eventualmente, em humanos.

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