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Conheça o clube argentino Godoy Cruz, próximo adversário do Grêmio na Copa Libertadores

Clube de Mendoza nunca enfrentou o Tricolor na competição. (Foto: Reprodução)

Na noite de quarta-feira, assim que souberam da definição – por sorteio – do adversário do Grêmio nas oitavas-de-final da Copa Libertadores, muitos torcedores do Tricolor gaúcho fizeram uma pergunta inevitável: quem, é afinal, esse tal de Godoy Cruz? Conheça, a seguir, alguns detalhes sobre a equipe argentina que disputará o mata-mata contra o time treinado por Renato Portaluppi em julho e agosto, com a partida de volta na Arena.

Pela primeira vez em 87 anos de existência, o “Tomba” – apelido pelo qual o clube da cidade de Mendoza também é conhecido, devido ao seu nome oficial “Club Deportivo Godoy Cruz Antonio Tomba” – passou da fase de grupos da competição continental, para a qual se classificou apesar de uma campanha mediana no campeonato nacional de seu país, onde ocupa a 15ª posição na tabela. Detalhe: o Godoy nunca enfrentou o Grêmio na história do certame.

O time treinado por Lucas Bernardi costuma atuar no esquema tático 4-3-3, com eventuais variações para o 4-2-3-1 ou 4-4-2, conforme a necessidade e o perfil do oponente. Em 20 partidas disputadas nesta temporada, foram 10 vitórias, quatro empates e seis derrotas (aproveitamento de 56,6%) e 29 gols (média de 1,45 por jogo), muitos deles resultantes da estratégia de pressionar a saída de bola do adversário e de atacar pelas pontas. Já a defesa foi vazada 18 vezes, (média de menos de um gol sofrido por jogo).

Na Libertadores de 2013, Bernardi fez comandou o Newell’s Old Boys da Argentina até a semifinal, quando acabou eliminado pelo Atlético-MG. Ele é conhecido por gostar de atacar sem deixar de lado o chamado “jogo bonito”, além de estudar os rivais e mudar a estratégia conforme o confronto que tem pela frente.

Após sofrer certa desconfiança no início da temporada, o técnico tem recebido apoio dos torcedores do Godoy Cruz: eles reconheceram no treinador a capacidade de encontrar uma formação ideal para a equipe.

A imprensa local aponta o atacante Juan Garro, 24 anos, como um dos destaques do Godoy Cruz, atuando pelo lado esquerdo – ele estufou a rede três vezes na primeira fase da Libertadores. O setor conta, ainda, com o centroavante Santiago “El Morro” Garcia, de alta estatura e que foi revelado pelo Nacional do Uruguai, com passagem pelo River Plate da Argentina. Outros nomes fortes do elenco são o goleiro Rey, o lateral Abecasis e o meia-atacante Gastón Giménez.

Campanha

O Godoy Cruz teve a nona melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, classificando-se como vice-líder do grupo 6, com 11 pontos, atrás do Atlético-MG. Foi o primeiro clube argentino a carimbar o passaporte para as oitavas-de-final, com uma rodada de antecedência, tanto que deu-se ao luxo de disputar a última partida com time reserva, sendo goleado pelo Galo mineiro por 4 a 1.

No Campeonato Argentino, o “Tomba” ainda sonha com uma vaga na Copa Sul-Americana de 2018. Mas o momento é de instabilidade, apenas a 15ª colocação, com 37 pontos em 27 jogos. O último confronto foi perdido para o Atlético Rafaela, por 2 a 0. Ainda restam três rodadas, contra Arsenal e Newell’s Old Boys (ambas fora de casa) e o Estudiantes.

Logística

Analistas esportivos avaliam que uma viagem que uma das vantagens de se enfrentar o Godoy Cruz é a localização do seu estádio. A cidade de Mendoza fica no Noroeste da Argentina, mais próximo do Rio Grande do Sul (a cerca de cinco horas de voo) e sem a temida altitude da Bolívia ou do Equador.

Mendoza não tem linhas aéreas diretas a partir do Brasil: caso opte por voos comuns, o Grêmio teria que fazer escala em Buenos Aires, seguindo da capital para o local do primeiro jogo – nesse caso, o Tricolor gaúcho não deve abrir mão dos voos fretados.

Apesar de contar com o estádio Feliciano Gambarte, o Godoy Cruz costuma enfrentar os seus compromissos mais expressivos no estádio Malvinas Argentinas, com capacidade para 45 mil pessoas. O centro esportivo fica a 3 quilômetros da Cordilheira dos Andes e foi uma das sedes da Copa do Mundo de 1978 e da Copa América de 2011. Outro ponto positivo é que, diferente de “caldeirões” como os estádios de Buenos Aires, o Feliciano tem grandes dimensões e as arquibancadas ficam distantes do campo, além de a torcida estar longe de ser uma das mais tradicionais do país.

Datas

Ainda sem datas confirmadas pela Conmebol, a partida de ida ocorrerá na Argentina entre os dias 4 e 6 de julho. Já o jogo de volta, na Arena gremista, por volta de 9 de agosto. Quem se sair melhor no mata-mata enfrentará o vencedor de Nacional do Uruguai e Botafogo e, caso avance na competição, terá como adversário na semifinal Atlético-PR, Santos, Palmeiras ou Barcelona de Guayaquil (Equador).

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