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Conselho do Ministério Público tem grupo de conversas invadido: “Aqui é o hacker”

O conselheiro Marcelo Weitzel Rabello de Souza, em evento.(Valter Campanato/Reprodução Agência Brasil)

A atuação de hackers tem tensionado o cenário político brasileiro. Nesta terça-feira (11), um grupo de bate-papo do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) recebeu mensagens, no aplicativo Telegram, que seriam de um invasor: “Aqui é o hacker”, dizia uma delas. A interação do invasor ocorreu por meio do número do conselheiro Marcelo Weitzel Rabello de Souza. Quando os colegas estranharam a forma de se expressar dele, questionaram e o hacker informou sobre a invasão.

A situação ocorreu após, no domingo (9), o site Intercept ter divulgado conversas sobre a Operação Lava Jato, que seriam do procurador Deltan Dallagnol com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, além de outros procuradores. O caso também foi mencionado em um dos textos enviados pelo autor anônimo. Ele teria dito que o conteúdo atribuído a Moro e Dallagnol seria uma amostra do que será divulgado na próxima semana.

Hackers à solta

Nesta quarta-feira (12), outro caso de invasão de celular foi denunciado. Conforme a juíza substituta da Operação Lava Jato Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, ela também teve o aplicativo do Telegram acessado, possivelmente por hackers. A informação foi divulgada em nota pela Justiça Federal. A suspeita é de que o acesso irregular tenha ocorrido na mesma época em que as supostas conversas de Moro e Dallagnol foram obtidas.

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