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Documentário sobre “Os Trapalhões” mostrará polêmicas envolvendo os bastidores do grupo

Divisão de lucros e puxadas de tapete são alguns dos temas da produção sobre o quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. (Foto: Reprodução de TV)

Saudade, tristeza e revolta. Esses são alguns dos sentimentos que o diretor Rafael Spaca promete provocar em quem assistir ao documentário e à série “Trapalhadas Sem Fim”, ainda sem data de estreia, que conta os bastidores polêmicos envolvendo “Os Trapalhões”. “Divisão de lucros, amizade na vida real, puxadas de tapete, separação do grupo. Renato [Aragão] bom moço ou não? A série vai incomodar muitas pessoas”, promete Spaca, que ainda tem esperança de ouvir Aragão.

“À medida que você é citado nas entrevistas, é importante dar a chance de o outro lado se posicionar. Renato era o líder do grupo, natural que tenham opiniões favoráveis e contrárias a ele. Para não ficar só de um lado, gostaria muito que ele respondesse algumas dessas histórias. O bom jornalismo pede isso, o problema é que nem todos gostam do bom jornalismo”, provocou Spaca, que vai além: “Se conseguir falar com o Renato, aciono o Dedé”. Procurada, a Renato Aragão Produções, que cuida da carreira do artista, esclareceu que o ator não participará do documentário por “questões jurídicas e contratuais”.

Fim do grupo 

O programa “Os Trapalhões” era um humorístico de sucesso formado por Renato Aragão (Didi), Manfried Sant’Anna (Dedé), Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias, morto em 1990) e Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum, morto em 1994). Ficou no ar na Globo de 1977 a 1995. Entre as confusões envolvendo os atores e humoristas, Spaca diz que a maior delas foi a separação do grupo em 1983. “A história é muito diferente da que o Renato contou em sua biografia”, disse.

Spaca conta que a ruptura do grupo aconteceu também por uma questão artística. “Mas o que mais pegou foi o lado financeiro. No documentário, o público cairá para trás quando descobrir o percentual de cada um. É assustador”, revela, em tom de suspense. Quando questionado sobre o que levou ao fim de ‘Os Trapalhões’, o diretor é categórico: “A morte do Zacarias [em 1990]. Sem ele, o grupo não foi mais o mesmo. Para mim, acabou ali, mas eles prosseguiram, sem a mesma verve”, observou.

Segredos

Ao todo foram entrevistadas 63 pessoas, faltam aproximadamente umas cinco. Caetano Veloso, Angélica, Fagner, Tom Cavalcante, Tony Ramos e Regina Duarte são alguns dos que deram depoimento. Mas o diretor quis ir além. Conversou com camareira, empresário e até gerente da conta bancária do quarteto. “A camareira revelará se Renato gosta ou não de ser chamado de Didi e a convivência deles no camarim. O gerente conta como Dedé e Mussum administravam mal o dinheiro, e o empresário fala se eles eram ou não amigos fora da TV”, entregou Spaca.

Nada chapa-branca

O diretor garante que o projeto dele não será chapa-branca, ao contrário do documentário “O Mundo Mágico dos Trapalhões” (1981), de Sílvio Tendler. “A obra de Tendler é incrível, a maior bilheteria até hoje em se tratando de documentários, mas ele foi encomendado pelo Renato Aragão. E mesmo que ele tenha tido liberdade para filmar o que quiser, ali não há nenhuma reticência em relação aos Trapalhões”, pontuou.

No “Trapalhadas Sem Fim”, Spaca afirma ter localizado pessoas que falaram abertamente de muitos aspectos que estão ainda na sombra da história do quarteto e que jamais foram revelados.
“Um dos entrevistados, no final da conversa, disse: ‘Caramba, nunca falei tanto, nunca falei dessas coisas com ninguém, estou f…’. Na série, o público vai saber o que matou Zacarias, qual era a porcentagem nos lucros de cada um, e surpreendentes histórias pessoais”, disse.