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Em entrevista, Milton Nascimento afirma que “música brasileira está uma merda”

Após repercussão nas redes sociais, cantor fez um post em seu perfil no Instagram para explicar afirmação. (Foto: Levi Bianco/Photo Press)

O cantor e compositor Milton Nascimento, de 76 anos, fez algumas declarações polêmicas em entrevista concecida à Folha de S. Paulo e publicada neste domingo (22) na coluna de Monica Bergamo. Ele criticou a qualidade da música brasileira atual. “A música brasileira está uma merda. As letras, então… Meu Deus do céu! Uma porcaria”, opinou Milton, que emendou. “Não sei se o pessoal ficou mais burro, se não tem vontade [de cantar] sobre amizade ou algo que seja. Só sabem falar de bebida e a namorada que traiu. Ou do namorado que traiu. Sempre traição”, avaliou.

Entretanto, o cantor cita à colunista alguns nomes da atual geração da música brasileira que considera bom, como Maria Gadú, Tiago Iorc e Criolo. A entrevista repercutiu neste domingo em redes sociais, ficando como o 19º assunto mais debatido no Twitter no Brasil.

Horas depois de publicar uma foto da entrevista em seu perfil oficial no Instagram (@miltonbitucanascimento), a conta do músico fez uma segunda postagem amenizando o título da entrevista e citando outros nomes admiráveis, porém, na sua visão, fora do “mainstream do mercado nacional”.

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Fora do contexto, o título de uma reportagem pode levar o leitor a conclusões equivocadas. A frase escolhida para a manchete da entrevista que Milton Nascimento deu à jornalista Monica Bergamo (foto acima) se refere exclusivamente à música feita no mainstream do mercado nacional, consumida pela massa. E só a ela. Justamente por isso, os únicos citados por ele como contra-exemplo foram Maria Gadú e Tiago Iorc, dois dos raros artistas talentosos que transitam nesse universo industrial. Bituca jamais se referiu à nova geração brasileira que, à parte do mainstream musical, tem construído a melhor música desse novo tempo. Milton tem muitos desses artistas por perto. São seus amigos. E conhece profundamente o que eles têm feito por nossa música. Um salve para Zé Ibarra, Tom Veloso, Amaro Freitas, Dani Black, Silva, Rubel, Tim Bernardes, Djonga, Emicida, Beraderos, Rincón Sapiência, Liniker, Marcia Castro, Luedji Luna, Cicero, Mallu Magalhães, Céu e a tantos outros queridos amigos que estão e vão estar sempre por aqui.

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