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“Eu receberia um Prêmio Nobel por muitas coisas”, diz Donald Trump, afirmando que a premiação não é justa e cutucando Barack Obama, agraciado em 2009

O presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: Shealah Craighead/The White House)

Se o presidente dos EUA, Donald Trump, pudesse escolher a dedo os vencedores do Prêmio Nobel, ele certamente reservaria um para si mesmo. “Eu receberia um Prêmio Nobel por muitas coisas”, disse Trump, afirmando que a premiação não é justa e cutucando Barack Obama, agraciado em 2009. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Nas vésperas da Assembleia Geral da ONU, Trump participava de uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, quando ouviu de um repórter que “definitivamente deveria ganhar um Prêmio Nobel” se mediasse uma solução para os conflitos na Caxemira.

A região é, desde 1947, palco de uma disputa entre Índia e Paquistão. Quando as autoridades coloniais britânicas deixaram a Caxemira, decidiram dividir o que antes era uma única colônia: o Paquistão seria um país para os muçulmanos, enquanto a Índia seria destinada aos hindus.

A partilha provocou a transferência maciça de populações, dividindo comunidades e deixando mais de 1 milhão de mortos. Desde então, foram registradas inúmeras rusgas nas regiões de fronteira, e os dois países travaram quatro guerras –a última delas em 1999.

No início de agosto, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, revogou a autonomia da Caxemira, o que acentuou as tensões vividas no território e foi classificado pelo governo paquistanês como “ilegal”.

“Acho que eu receberia um Prêmio Nobel por muitas coisas se ele fosse distribuído de maneira justa, o que não acontece”, disse Trump nesta segunda (23).

“Eles deram um ao [ex-presidente Barack] Obama imediatamente após sua ascensão à Presidência, e ele não tinha ideia do porquê disso”, afirmou o americano sobre a gratificação oferecida em 2009 ao democrata.

“E quer saber? Essa foi a única coisa em que concordei com ele.”

Em seguida, Trump se voltou para Khan e teceu elogio aos repórteres paquistaneses. “Eu aprecio o espírito da sua imprensa”, disse. O premiê, neste momento, esboçou um sorriso.

“Eu não vejo isso [aqui, nos EUA], conosco eles sempre tentam colocar o país para baixo, e a sua imprensa está mais propensa a ver coisas positivas sobre o país”, completou Trump antes de se dirigir aos repórteres e dizer que o primeiro-ministro “é um bom homem”.

Mais cedo, nesta segunda, Trump foi questionado pela Folha se jantaria com Jair Bolsonaro em Nova York, ao que respondeu com o mesmo elogio: “Ele é um bom homem”, disse. O presidente americano não confirmou o encontro, anunciado por Bolsonaro na última sexta (20).

O presidente brasileiro tem uma agenda limitada em Nova York que pode ser reduzida a pouco mais de 30 horas na cidade.

Em recuperação de uma cirurgia que corrigiu uma hérnia decorrente da facada que levou durante a campanha à Presidência, ele já havia cancelado encontros bilaterais durante sua passagem pela ONU, mas disse que jantaria com Trump mesmo assim.

Segundo o Itamaraty, o único compromisso confirmado do líder brasileiro até agora é o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, na manhã desta terça (24), e um encontro com Rudolph Giuliani, ex-prefeito da cidade e advogado pessoal do presidente americana.

A previsão é que Bolsonaro retorne no mesmo dia ao Brasil.