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Família descobre saques realizados antes da morte da mãe do menino Bernardo

Extrato mostra retiradas de 55 mil reais, dois dias antes de Odilaine ser encontrada morta. (Foto: Reprodução)

A família de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, 11 anos, morto em abril do ano passado, encontrou novos indícios que poderão servir de base para reabrir o inquérito que investigou seu suposto suicídio. Foram descobertos saques de 55 mil reais da conta da Clínica Cirúrgica Boldrini, da qual Odilaine era sócia, dois dias antes de sua morte. A mãe do garoto foi encontrada morta com um tiro na boca no consultório do então marido, Leandro Boldrini (pai de Bernardo), em 2010.

“Note os detalhes que estamos constatando, é um verdadeiro ‘caminho de migalhas’ e montagem de um grande ‘quebra-cabeças’… Não é estranho serem realizados ‘saques no caixa’ em valores acima da média dois dias antes da morte de uma pessoa que é sócia de tal conta?”, declarou o advogado Marlon Taborda, que representa Jussara Marlene Uglione, avó de Bernardo e mãe de Odilaine.

A partir de um extrato do Banco do Brasil, foi verificado que, no dia 8 de fevereiro de 2010, foram realizados três saques de 15 mil reais e mais um de 10 mil reais. As retiradas foram feitas na agência de Três Passos, Noroeste do Rio Grande do Sul, município onde a família morava. “A pergunta agora que não quer calar é a seguinte: Quem fez tal saque? E por qual motivo?”, questiona Taborda.

A família de Odilaine tenta reabrir o inquérito sobre a morte dela com base na suspeita de que ela teria sido assassinada pelo marido. Já foram feitos três pedidos de reabertura da investigação que apurou as circunstâncias do óbito da mãe de Bernardo. Um recurso foi negado e os outros dois não foram apreciados pela Justiça.

As solicitações se basearam em lesões no antebraço direito e lábio inferior do cadáver, bem como vestígios de pólvora na mão esquerda de Odilaine (que era destra), entre outras alegações sobre os dados do laudo pericial. Além disso, peritos contratados pela família da mãe de Bernardo apontaram que sua suposta carta suicida teria sido escrita por outra pessoa.

Em outubro de 2014, a avó do menino prestou depoimento na comarca de Três Passos, onde tramita o processo sobre a morte de Bernardo. Na ocasião, Jussara afirmou não acreditar no suicídio da filha. “Era uma menina miúda, magra, não tinha braço para segurar um revólver.”

Os quatro réus do processo criminal que apura a morte de Bernardo serão ouvidos ainda neste mês. O interrogatório de Leandro, Graciele Ugulini (madrasta de Bernardo), Edelvânia Wirganovicz (amiga do casal) e Evandro Wirganovicz (irmão de Edelvânia) está marcado para o dia 27, em Três Passos.

Caso
Bernardo Boldrini desapareceu no dia 4 de abril de 2014, em Três Passos, cerca de quatro anos após a morte da mãe. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, em Frederico Westphalen (Noroeste do RS), dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Edelvânia admitiu participação no crime e apontou o local onde o garoto foi enterrado.

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