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A Fox News demite sua maior estrela após denúncias de assédio. Cinco mulheres receberam o total de 13 milhões de dólares para não levar adiante as queixas sobre o apresentador de TV

O apresentador Bill O'Reilly (Foto: Reuters)

A Fox News, canal de notícias que lidera a audiência em seu setor na TV a cabo dos Estados Unidos, demitiu sua principal estrela, o apresentador e comentarista político Bill O’Reilly.

O afastamento foi anunciado na quarta-feira depois que se tornaram públicas acusações sobre assédio sexual e revelações de que o âncora de 67 anos firmou acordos milionários para evitar processos judiciais.

A saída de O’Reilly, que estava afastado para uma viagem à Itália supostamente já prevista, deixa o canal numa situação incômoda. O ex-presidente da emissora, Roger Ailes, já havia sido demitido no ano passado na sequência de um escândalo de assédio sexual. Pouco depois, em janeiro, a emissora perdeu outra estrela, Megyn Kelly, que acusou Ailes de assediá-la.

O substituto de O’Reilly será Tucker Carlson, 47 anos, jornalista e polemista de direita que já contribuiu com diversas publicações e começou a trabalhar para a emissora em 2009.

A QUEDA

No início do mês, o jornal The New York Times publicou uma reportagem na qual apontava cinco mulheres que receberam de O’Reilly ou da empresa um total de US$ 13 milhões para não levar adiante causas na Justiça. Dois desses casos ganharam novos detalhes, mas já haviam sido divulgados antes.

Com suas opiniões nacionalistas e conservadoras, o âncora, que começou no canal em 1996, atraía grande audiência para seu “O’Reilly Factor”, às 20h e às 23h dos dias de semana. O programa atraiu bilhões de dólares para a Fox News, que pertence ao empresário do setor de comunicações Rupert Murdoch e tem como empresa-mãe a 21st Century Fox.

As mulheres que se declararam assediadas pelo âncora faziam parte de sua equipe ou tiveram participação no programa. Os relatos dão conta de supostos abusos verbais, comentários obscenos e tentativas de contato físico indesejado, além de telefonemas, de acordo com depoimentos colhidos pelo The New York Times, em que O’Reilly parecia masturbar-se.

 

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