Home > Notícias > Brasil > Em troca da volta da contribuição assistencial, centrais sindicais oferecem ao governo oposição menor às reformas da Previdência e trabalhista

Freio de arrumação

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Foto: Divulgação)

Apesar da promessa de campanha para se reeleger à presidência da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) recuou e não vai ampliar o número de CNE (Cargos de Natureza Especial) e extinguir funções comissionadas. Após ser alvo de protestos de servidores concursados, o diretor-geral da Casa, Lúcio Henrique Xavier Lopes, recebeu sindicalistas e assegurou que “mudanças nos quadros está descartada”. Mas há outro fator, citado pela Coluna na última terça: já existe um rombo de R$ 100 milhões no bilionário Orçamento da Câmara para este ano.

Vaga aberta

Rodrigo Maia segue a pauta com um olho na Casa e outro na potencial candidatura ao governo do Rio – terra arrasada onde hoje qualquer político tem chance.

Carioquinha

Aécio Neves estuda lançar empresário ficha-limpa no Rio para se candidatar ao Governo. Em outras frentes, Eduardo Paes, Rodrigo Maia e Garotinho estão no páreo.

Brasil no Haiti

O Ministério da Defesa enviou missão de reconhecimento para o envio do 26º contingente de tropas para o Haiti. O Brasil desistiria, por cortes de custo, mas ficará.

Oi e tchau

Agentes da Polícia Federal utilizam os rádios Tetrapol de última geração como walk talk com menos de um quilômetro de alcance, cita fonte da corporação. Os rádios comprados pela PF seriam usados para comunicação nacional, a longa distância, e com frequência via satélite exclusiva criada pela Anatel. A agência e a PF não comentaram.

Na moita

O ministro Wellington Moreira Franco (PMDB) está na mira. Se for denunciado pelo PGR Rodrigo Janot, deve se afastar do cargo e voltar a comandar a Fundação Ulysses Guimarães. Moreira é base fundamental do plano de Temer nas privatizações.

De casa

Afastado do INSS por suspeita favorecer a aposentadoria da presidente cassada Dilma Rousseff, o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas foi uma das estrelas do seminário promovido pelo PT em Brasília contra as mudanças nas regras previdenciárias.

Bancos querem você

Gabas repetiu o mote da oposição: “A reforma reduz a previdência pública para dar espaço à previdência privada e retira os direitos adquiridos dos trabalhadores”.

Auto-defesa

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cogita coletiva de imprensa logo após encaminhar os pedidos de investigação ao STF da lista da Odebrecht.

Vale um filme

A cúpula do PMDB reúne políticos encrencados com a Justiça. É presidida pelo senador Romero Jucá (RR), réu na Lava-Jato; tem como 1 vice-presidente Eliseu Padilha, licenciado e também alvo. O 1 Secretário é Geddel Lima (BA), ministro demitido.

Falta camburão

O tesoureiro é o senador Eunício Oliveira (CE), presidente do Senado e suspeito de integrar a lista da Propinobrecht. E ainda tem o novo réu Valdir Raupp, 2º Tesoureiro.

Celeridade

Impressiona a celeridade com que o corregedor do STJ, Herman Benjamin, toca o processo que investiga irregularidades na campanha Dilma-Temer de 2014. A Corte é presidida por Gilmar Mendes, frequentador dos palácios do Planalto e Jaburu.

Celeridade 2

O TSE emite sinais de independência à sociedade. Raramente ministros pedem acareações entre envolvidos em processos de investigação na Corte, como o fez Benjamin com ex-executivos da Odebrecht.

Ponto Final

“Ainda bem que temos um ramo do Poder Judiciário especializado, independente, íntegro e que merece a confiança de todos os brasileiros, sem exceção, que é a Justiça Eleitoral.” Do ministro Herman Benjamin, do TSE, que comanda as investigações do processo que pode levar à cassação do presidente Michel Temer.

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