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Homem morre após ser atacado por leões em reserva da África do Sul

Duas fêmeas e um macho foram sacrificados no local. (Foto: Reprodução)

Um homem morreu nesta terça-feira (20), após ser atacado por três leões em uma reserva privada perto de Pretória, na África do Sul, segundo informaram os serviços de emergência. As informações são da revista Exame.

Os animais, duas fêmeas e um macho, foram sacrificados no local e, por enquanto, ainda não há informações sobre as circunstâncias do fato.

“A causa exata do incidente é desconhecida, mas podemos confirmar que havia três leões mortos na cena, dos quais um estava muito perto da vítima”, indicou Xander Loubser, porta-voz dos serviços de ambulâncias privadas Best Care, em comunicado de imprensa.

O ataque ocorreu na região da reserva Dinokeng Game Reserve, a cerca de 40 quilômetros de Pretória, uma área dedicada tanto ao turismo como à conservação.

A vítima era, de acordo com a imprensa local, proprietária dos animais e os atendia em um recinto fechado quando ocorreram os fatos.

Inicialmente, os paramédicos receberam uma chamada de urgência quando apenas dois animais tinham sido mortos.

O terceiro ainda estava vivo junto com a vítima, da qual não era possível se aproximar.

“Momentos depois recebi outra ligação que falava que o terceiro leão tinha sido abatido e, como consequência, foi possível se aproximar do paciente, que já estava morto”, detalhou Loubser.

O homem atacado estava clinicamente morto quando os paramédicos chegaram e apresentava múltiplços ferimentos, além de ter perdido grande quantidade de sangue.

População de animais em florestas cai pela metade desde 1970

Desmatamento, caça ilegal, doenças, mudança climática. Para os animais silvestres que vivem nas florestas do mundo, as últimas décadas representaram uma hecatombe. Segundo um relatório divulgado pela ONG (Organização Não Governamental) ambiental WWF (World Wide Fund for Nature), a população desses animais diminuiu pela metade desde 1970.

O estudo analisou 455 populações de 268 espécies de mamíferos, répteis, anfíbios e pássaros que vivem em florestas e concluiu que houve um declínio de 53% na quantidade de animais vertebrados entre 1970 e 2014.

A WWF aponta que a situação é particularmente crítica na Amazônia e em outras florestas tropicais. O estudo também analisou populações de florestas temperadas, boreais e mediterrâneas.

Segundo a ONG, 60% dessas perdas estão relacionadas ao desmatamento e à degradação drástica do habitat das populações de animais. O texto ainda aponta que a caça, a introdução de espécies invasoras, a disseminação de doenças e a mudança climática também contribuíram para o quadro.

No caso do Brasil, a WWF menciona a derrubada de árvores por madeireiros como principal causa da diminuição da população de animais, mas queimadas também tiveram efeitos duradouros sobre várias espécies.

Florestas temperadas

Em florestas tropicais como a Amazônia, em média, a perda de população das espécies estudadas superou o crescimento de todos os grupos somados. Já nas florestas temperadas, o crescimento da população de algumas espécies, especialmente pássaros, ajudou a reverter a tendência negativa na média de todas as populações.

Ainda de acordo com a WWF, a diminuição da população tem sido especialmente dura com anfíbios e répteis, enquanto as populações de pássaros registraram mais anos positivos de crescimento do que de declínio.

A análise também menciona exemplos de como a população de algumas espécies pode ser recuperada. Entre os casos mais otimistas mencionados pela WWF está o aumento das populações de gorilas na África Central e Oriental, graças a medidas de proteção, e de macacos na Costa Rica.

No caso da Costa Rica, a WWF chama de positiva a tendência de aumento na proteção e regeneração da floresta tropical. No entanto, a ONG adverte que enquanto as florestas têm capacidade para recuperar mais rapidamente a sua cobertura vegetal, as populações de vertebrados que habitam essas matas podem precisar de muitas décadas para se recuperar totalmente.

Por fim, a WWF lembra que as florestas são essenciais para que metas globais de conservação da biodiversidade sejam atingidas e para combater as mudanças climáticas e promover o desenvolvimento sustentável.

“As florestas são importantes depósitos de carbono, e as florestas tropicais são alguns dos habitats com maior biodiversidade do mundo, contendo mais da metade das espécies terrestres do mundo.

As florestas também fornecem outros serviços ecossistêmicos vitais, incluindo alimentos, medicamentos, materiais, purificação de água, controle de erosão e reciclagem de nutrientes. E mais de um bilhão de pessoas dependem das florestas para sua subsistência”, conclui o estudo.

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