Home > Notícias > Brasil > Cervejaria tinha conta conjunta com a Odebrecht, diz delator

LANÇAMENTO – “Solteirona” trata sobre o direito de escolher a própria vida

Jornalista Kate Bolick desmonta estereótipos em análise bem-humorada dos prazeres e possibilidades da vida de solteira. (foto: reprodução)

Elas já são maioria nos Estados Unidos – 53% da população, de acordo com pesquisa publicada em 2014 pela agência Census Bureau. Mas, apesar de seu predomínio, as mulheres solteiras ainda são estigmatizadas, quase sempre encaradas como alguém que “sobrou”, mesmo se o ato de não casar tenha sido pensado e, portanto, resultado de uma escolha.

Desde muito cedo, a mulher se vê diante de duas questões com potencial de criar um dilema em sua existência: com quem casar e quando. Essas questões vão martelar sua cabeça até que sejam respondidas. Não importa se, no futuro, ela resolver não casar “nunca”, com “ninguém”.

Em “Solteirona”, que a Intrínseca acaba de lançar, a jornalista e crítica cultural Kate Bolick parte dessa provocação para narrar a própria experiência: a de ter conseguido se libertar de toda a pressão social para se valer do direito de conduzir sua vida do jeito que escolheu.

Segundo a autora, essa decisão é ainda menos aceita pela falta de modelos inspiradores. Não que mulheres solteiras, fortes e desbravadoras jamais tenham existido, mas suas histórias de vida são, convenhamos, bem pouco alardeadas. O livro, que teve origem em um artigo da autora publicado na revista “The Atlantic”, figura na lista dos notáveis do “The New York Times” de 2015.

Bolick enumera cinco personalidades femininas do último século que, tendo casado ou não em algum momento da vida, defenderam a independência da mulher e serviram como referência para a autora trilhar seu próprio caminho longe do altar. Uma delas é a escritora Edith Wharton (1862-1937), de quem Bolick pegou emprestado o termo “despertadoras” para descrever as obras e personalidades que a orientaram intelectualmente em seus estudos.

As outras “despertadoras” são a colunista Neith Boyce (1872-1951), a ensaísta Maeve Brennan (1917-1993), a visionária Charlotte Perkins Gilman (1860-1935) e a poeta Edna St. Vincent Millay (1892-1950).

Ao destacar a trajetória nada convencional dessas mulheres, Bolick faz lembrar quão atemporal é o dilema a respeito de casar e ter filhos e levanta uma pauta ainda mais crucial nessa discussão: o direito de escolher a própria vida.

Intensamente pessoal e bem embasado, “Solteirona” é ao mesmo tempo um inquietante livro de memórias e uma ampla análise cultural dessa encruzilhada que não deveria, mas tanto interfere no universo feminino. Uma defesa da liberdade da mulher de ser autêntica e fiel às inúmeras possibilidades de futuro que ela pode projetar para si mesma.

SERVIÇO

Solteirona
Kate Bolick
Editora Intrínseca
320 páginas
Preço: R$ 49,90 e R$ 34,90 (e-book)

Comentários

Notícias Relacionadas: