Domingo, 23 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 23 de agosto de 2026
Eduardo repostou um vídeo do influenciador bolsonarista Allan dos Santos com críticas a Michelle
Foto: ReproduçãoO ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a fazer críticas a Michelle Bolsonaro (PL), mesmo após a pacificação entre a ex-primeira-dama e seu irmão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Nas últimas horas, Eduardo repostou um vídeo do influenciador bolsonarista Allan dos Santos com críticas a Michelle e afirmou concordar com o conteúdo. “Triste, mas verdadeiro”, escreveu o ex-parlamentar.
No vídeo, Allan dos Santos diz preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) ao Senado pelo Distrito Federal à de Michelle, que lidera as pesquisas de intenção de voto.
“Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita”, afirmou o influenciador.
Allan também resgatou o episódio em que Michelle divulgou um vídeo no qual afirmou ter sido maltratada por Flávio. Na avaliação dele, ela já teria demonstrado, mesmo sem ocupar cargo público, que poderia agir contra interesses da direita.
“A gente viu o que a Michelle foi capaz de fazer sem cargo nenhum. Ela queria retirar o Flávio Bolsonaro, gravou vídeo para atrapalhar a campanha de Flávio Bolsonaro e não quis, de jeito nenhum, pensar no povo brasileiro. Vocês imaginam o que a Michelle faria no DF como senadora por quase uma década?”, disse.
A manifestação de Eduardo ocorre apesar do recente movimento de reaproximação entre Michelle e Flávio, que vinha sendo tratado como uma pacificação entre os dois e que ajudou o senador a se recuperar nas pesquisas.
Nesta semana, o ex-deputado chamou o ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Carlos de Almeida Baptista Júnior, de “banana podre”. A declaração foi feita através das redes sociais, na noite de quarta-feira (19), em comentário a uma entrevista cedida pelo brigadista ao portal Uol, em que afirmou que o país sofreu risco iminente de sofrer um golpe de Estado.
Carlos Baptista foi comandante da FAB entre os anos de 2021 e 2023, durante a segunda metade da gestão de Jair Bolsonaro, e declarou que o Brasil ficou “muito próximo” de uma ruptura institucional. Segundo ele, a tensão entre Poderes e instituições ultrapassou declarações públicas e se transformou a falta de diálogo no fim do mandato bolsonarista.
Para o “filho 03” do ex-presidente, a declaração não pode generalizar o posicionamento de toda a classe militar brasileira, uma vez que o comentário foi de uma “banana podre”.
“Não é isso que os brasileiros esperam dos militares, mas também não podemos generalizar toda uma instituição com base na opinião de apenas uma banana podre”, escreveu Eduardo, no X.
Em outra entrevista, de maio de 2025 à BBC, Baptista havia declarado que, no final de 2022, Jair Bolsonaro levou ao comando das Forças Armadas a ideia de instaurar um Estado de Defesa no país para impedir a posse do então presidente Lula, além de levantar a possibilidade da prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
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