Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 23 de agosto de 2026
As condições climáticas reduziram a taxa de crescimento e retardaram o desenvolvimento de parte das lavouras.
Foto: Embrapa/DivulgaçãoAs chuvas que atingem a safra de trigo do Rio Grande do Sul prejudicaram parte das lavouras do Estado, o principal produtor do Brasil nos últimos anos, mas a estimativa oficial da safra gaúcha não foi alterada, afirmou a Emater na última sexta-feira (21).
“As lavouras de trigo apresentam desenvolvimento regular no Rio Grande do Sul, parcialmente prejudicado pelo excesso de precipitações, pela persistência de nebulosidade e pela baixa disponibilidade de radiação solar”, afirmou o boletim semanal do órgão de assistência técnica vinculado ao governo gaúcho.
“Apesar das limitações meteorológicas, o potencial produtivo permanece, em geral, satisfatório”, declarou.
A produção do Rio Grande do Sul foi estimada inicialmente em 2,2 milhões de toneladas, queda de 36,4% na comparação com a temporada anterior, com produtores reduzindo a área plantada, em parte por temerem os efeitos das chuvas associadas ao fenômeno climático El Niño no Sul do país.
Com uma produção menor também no Paraná, outro importante Estado produtor, as importações de trigo pelo Brasil devem atingir patamares próximos de recorde de mais de 7 milhões de toneladas em 2026/27 (agosto/setembro), segundo dados da estatal Conab.
A elevada umidade no Rio Grande do Sul tem aumentado a pressão de doenças fúngicas, especialmente oídio, manchas foliares e ferrugens, que podem reduzir a qualidade e a produtividade. Além disso, eventuais chuvas na colheita também são danosas.
“Nas áreas em floração, a elevada umidade do solo vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as janelas para a aplicação de fungicidas”, acrescentou.
Conforme o boletim semanal, as condições climáticas reduziram a taxa de crescimento e retardaram o desenvolvimento de parte das lavouras.
A maioria das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, representando 82% da área. As parcelas implantadas precocemente avançam para a floração, com 14%, e para o enchimento de grãos, com 4%, segundo a Emater.
A safra brasileira de trigo avança com desenvolvimento considerado satisfatório nas principais regiões produtoras, mas o cenário para o ciclo é marcado por uma combinação de fatores que tende a reduzir a oferta doméstica.
A retração da área plantada, o menor investimento dos produtores na cultura, a perspectiva de maior dependência de importações e a possibilidade de um El Niño mais intenso compõem um quadro que mantém o mercado atento tanto ao volume quanto à qualidade da produção. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), 90,4% da área prevista já foi semeada.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
A mídia tende a confundir o AGRO com AGRICULTURA FAMILIAR. AGRO PRODUZ veneno para exportações. Sim, veneno. Usam uma quantidade enorme de veneno, que poluem o solo, o aquífero, o ar e as águas. São grandes latifundiário que produzem esses pseudo alimentos e exportam tudo. Concentram toda a renda de exportações. Devastam florestas e deixam a terra” nua” , deixando o solo vulnerável, provocando assoreamento dos rios. AGRICULTURA FAMILIAR produz a mandioca, ortaliças, frutas, galinha caipira, ovos caipira, legumes, feijão, arroz orgânico, amendoim, batata doce, batata inglesa, tomate orgânico, etc etc e tal. A mídia muquirana mistura tudo e fala… Leia mais »