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Lendas do Sul: Negrinho do Pastoreio

O negrinho do pastoreio
(Foto: Divulgação)

No tempo da escravidão os campos ainda eram abertos, não havia entre eles nem divisas nem cercas. Havia um estancieiro que era muito mau. Não dava pousada a ninguém e não emprestava um cavalo a um andante. Na Estância, havia um escravo que todos chamavam de Negrinho. Ele cuidava do pasto dos cavalos. Certa feita, ele perdeu um animal e o patrão lhe deu uma surra, depois o mandou procurar o animal. Ele saiu na noite com um toquinho de vela e retornou sem o animal. O estancieiro o castigou novamente jogando-o em um formigueiro. Passados três dias, o patrão foi ver a situação do menino escravo e ficou surpreso. O garoto estava vivo, livre, sem nenhum ferimento e montado no cavalo baio que havia sumido. Conta a lenda que foi um milagre realizado por Nossa Senhora que salvou o menino. De acordo com a crença, ao perder alguma coisa, basta pedir para o negrinho do pastoreio que ele ajuda a encontrar. Em retribuição, a pessoa deve acender uma vela ao menino. Essa obra é do escritor pelotense João Simões Lopes Neto, escrita a mais de cem anos.

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