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Weintraub explica cortes da Educação com ‘chocolatinhos’ em live

Ministro Abraham Weintraub (à esq. de Bolsonaro) explica com chocolates o corte de verbas universitárias (Foto: Reprodução/Facebook)

Em meio à polêmica envolvendo o corte de 30% de recursos para universidades federais, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais na noite desta quinta-feira (9). A live contou com a participação de pesquisadores das universidades federais do Ceará e da Paraíba, para falar sobre pesquisas de pele de tilápia para tratamento de pessoas com queimaduras, além do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Ao ser convidado pelo presidente a explicar sobre o bloqueio da verba, Weintraub usou quatro caixas de chocolates para ilustrar a medida adotada pelo governo. No total, elas somavam cem bombons. Para sustentar a argumentação de que não está havendo corte, mas contingenciamento de recursos, o ministro reserva parte dos chocolates e diz que eles devem ser guardados para serem comidos depois.

“A gente não está falando pra pessoa que a gente vai cortar. Não está cortado. Deixa pra comer depois de setembro. É só isso que a gente está pedindo. Isso é segurar um pouco. Agora eu me pergunto, senhor presidente, o senhor já passou por uma situação dessa? Um imprevisto, uma dificuldade na vida, e falou assim: segura um pouco. Se alguém falasse assim, três chocolatinhos e meio, 3,5% dos 100, 3,5% segura, porque o salário está integralmente preservado e pago no dia. A gente tem todo auxílio aos alunos pago, e agora ficam espalhando que a gente está fechando tudo”, disse.

O ministro falou ainda que, apesar do corte, as ajudas aos alunos para refeitório e moradia estão preservados. Segundo ele, o corte foi feito por decisão do Ministério da Economia, que exigiu uma contenção das despesas de todas as pastas do governo, justificando as dificuldades da economia brasileira. “O Paulo Guedes teve que fazer isso porque a lei manda a gente contingenciar, segurar um pouco, não cortar. Segurar um pouco os gastos, não só no Ministério da Educação, que eu sou responsável, mas em todos os ministérios a gente está segurando um pouco pra cumprir a lei, e não terminar que nem o governo anterior, que gastou mais, descumpriu a lei e gerou inflação”, afirmou.

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