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O Brasil, a Argentina, o Chile, o Paraguai, o Peru e a Colômbia suspenderam as atividades na Unasul

“É importante que a opinião pública saiba que, na nota que recebemos, não se diz que [os países] retiram suas condições de membros, mas sim que não assistirão às reuniões”, disse o ministro de Relações Exteriores boliviano, Fernando Huanacuni. (Foto: Reprodução)

Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru, Colômbia enviaram uma carta à Bolívia, atual presidente pró-tempore da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), anunciando que suspenderão sua participação no bloco até que se resolva a questão de quem será o secretário-geral da organização. A informação foi confirmada pela chancelaria boliviana.

No entanto, o movimento não significa que os países irão abandonar o bloco. “É importante que a opinião pública saiba que, na nota que recebemos, não se diz que [os países] retiram suas condições de membros, mas sim que não assistirão às reuniões”, disse o ministro de Relações Exteriores boliviano, Fernando Huanacuni.

O cargo de secretário-geral da Unasul está vago desde que o mandato de Ernesto Samper terminou, em janeiro de 2017.

Durante a presidência da Argentina, que nos antecedeu, não se convocou chanceleres ou uma reunião de presidentes para um diálogo de alto nível que desse solução a temas pendentes”, disse Huanacuni.

Segundo o chanceler boliviano, uma reunião extraordinária de ministros de Relações Exteriores do bloco foi convocada para a segunda quinzena de maio justamente para resolver a questão. “É importante resolver a designação de um novo secretário para poder convocar logo a Cúpula de Chefes de Estado e Governo”, disse.

Equador

O Equador considerou “indispensável a existência” da Unasul e exortou neste sábado (21) a manutenção da “unidade regional”, após o anúncio de Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai de suspender suas atividades no bloco.

“Para o Equador é indispensável a existência plena da Unasul porque constitui um esquema de integração que atende às necessidades do povo”, destacou a chancelaria equatoriana em um comunicado.

Além disso, sustentou ser necessária “a unidade regional, o diálogo e a negociação” para resolver os recentes temas institucionais, assim como a eleição do secretário-geral” da Unasul.

Os seis países que se afastaram do bloco expressaram que não participarão da Unasul até que seja nomeado um novo secretário-geral, cargo atualmente bloqueado pela Venezuela, segundo fontes diplomáticas. Sua decisão na prática reduz o bloco de 12 membros à metade, além de retirar da mesa de negociações as maiores economias da região.

O governo equatoriano confiou em que a Unasul, com sede em Quito, “pode, de comum acordo com seus membros, ser renovada e atualizada às necessidades da conjuntura atual”, destacou a chancelaria.

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