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O cineasta Roman Polanski é acusado pela terceira vez de abuso sexual contra menores de idade

Mulher disse nesta terça (15) que foi vítima do cineasta polonês quando ela tinha 16 anos, em 1973. (Foto: Adam Nurkiewicz/Getty Images)

Pela terceira vez, uma mulher acusou o diretor Roman Polanski de abuso sexual quando ainda era menor de idade, 40 anos depois de ele fugir por ter estuprado outra menina. A terceira mulher a acusar o cineasta se manifestou nesta terça-feira (15).

A mulher, identificada somente como Robin, disse em coletiva em Los Angeles que foi uma “vítima sexual” do cineasta franco-polonês quando tinha 16 anos, em 1973.

“Um dia depois do que aconteceu, disse a um amigo o que o senhor Polanski tinha feito comigo”, declarou, lendo um comunicado.

“A razão de não ter contado a ninguém é porque não queria que meu pai fizesse algo que pudesse levá-lo à prisão pelo resto de sua vida”.

Caso arquivado

Robin disse ter comparecido ao tribunal depois de outra vítima do caso de estupro contra o famoso diretor pedir às autoridades que arquivassem o caso.

A advogada Gloria Allred, que representa a vítima, afirmou que o incidente aconteceu no sul da Califórnia, mas acrescentou que a sua cliente não entraria em mais detalhes.

Embora o caso tenha prescrito, ela poderia ser convocada para depor em um julgamento futuro, disse a advogada.

O diretor de “O Bebê de Rosemary” e “Chinatown”, que completa 84 anos na próxima sexta-feira (18), foi acusado de drogar Samantha Geimer quando tinha 13 anos antes de estuprá-la na casa de Jack Nicholson, em Los Angeles, em 1977, enquanto o ator estava ausente.

Prisão

Em 2009, Polanski foi preso em Zurique, na Suíça, por um mandado de prisão emitido pelas autoridades americanas em 1978. O premiado diretor de cinema, foi preso quando viajava para o Festival de Cinema de Zurique, que na edição daquele ano realizava uma retrospectiva de sua carreira.

O porta-voz da polícia de Zurique, Stefan Oberlin, afirmou que a prisão foi uma ordem do Departamento de Justiça Federal de Berna. No início de 2009, um magistrado americano afirmou que houve má conduta do juiz original do caso, hoje falecido, mas determinou que Polanski deveria retornar aos Estados Unidos para pedir a anulação do caso.

Polanski foi indiciado em 1978 por seis delitos sexuais, entre os quais pedofilia, e pode ter de enfrentar o resto da vida na prisão se for condenado. À época, ele fugiu para a França antes de receber a sentença. A vítima no centro do caso, Samantha Geimer, hoje casada e com filhos, já pediu que as acusações contra o diretor sejam retiradas. Ela diz que a insistência da Justiça para que Polanski compareça diante de um juiz americano é uma “piada cruel”. De acordo com as acusações feitas contra o diretor pelos pais da então modelo, ele teria drogado e tido relações sexuais com a jovem.

Sem pisar em terras americanas desde então, o diretor recebeu à distância o Oscar de melhor filme pela obra “O Pianista”, de 2002, que conta as memórias de um músico judeu em plena ocupação nazista de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial. Por medo de ser enviado à Justiça americana, o diretor já evitou, inclusive, rodar suas obras na Grã-Bretanha, que, como a Suíça, tem acordos de extradição com os EUA. (AFP/AG)

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