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O dólar fechou em 3,70 reais mesmo após o Banco Central manter os juros

Na máxima do dia, moeda chegou a bater R$ 3,7131. (Foto: Reprodução)

O dólar voltou a subir após abrir na quinta-feira (17) em queda, sucumbindo à cena externa, mesmo após o BC (Banco Central do Brasil) ter decidido manter a taxa básica de juros em 6,5% ao ano, em meio à forte valorização da moeda. A moeda dos Estados Unidos fechou em R$ 3,700. Na máxima do dia, moeda chegou a bater R$ 3,7131. O dólar turismo era vendido a R$ 3,87.

Na véspera, o dólar subiu 0,47%, vendido a R$ 3,679, no quarto dia consecutivo de valorização e no maior patamar desde abril de 2016. Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 3,6955.

Manutenção da Selic

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu, também na véspera, interromper o ciclo de cortes na taxa básica de juros da economia, a Selic, mantendo-a em 6,5% ao ano. A decisão foi tomada por conta da escalada recente do dólar. A valorização da moeda americana pode encarecer produtos e serviços importados consumidos no Brasil e pressionar a inflação. O Banco Central eleva ou reduz a Selic justamente para controlar a alta dos preços.

“A decisão do BC foi acertada, mas o dólar está com a dinâmica das moedas lá fora”, comentou à Reuters o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernard Gonin.

Para Gonin, a manutenção da Selic pode não ser suficiente para segurar os recursos aplicados no Brasil diante da perspectiva de alta de juros mais firme este ano nos Estados Unidos.

Cenário exterior

No cenário internacional, o dólar subia ante uma cesta de moedas e também divisas de países emergentes, como o peso mexicano e a lira turca.

O rendimento do Treasury (título do Tesouro dos Estados Unidos) de 10 anos também subia e se mantinha acima do nível de 3% nessa sessão. Os investidores têm reforçado suas apostas de mais altas de juros no país este ano, depois de dados firmes sobre a economia norte-americana.

Taxas mais elevadas na maior economia do mundo têm o potencial de atrair recursos aplicados hoje em praças financeiras consideradas de maior risco, como o Brasil.

Swaps cambiais

O BC vendeu a oferta integral de até 4.225 de swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de junho. Dessa forma, já rolou 3,96 bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares que vencem mês que vem.

Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês, o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem. A autoridade já vendeu 5 mil novos contratos de swap.

Turismo

A escalada do dólar, que já atingiu a maior cotação desde abril de 2016, está levando o turista a pesquisar mais por uma viagem, a optar por pacotes fechados que incluam hospedagem, alimentação, passagem aérea e passeios, e a escolher destinos da América Latina como uma forma de driblar o alto custo da viagem, de acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).

A Abav ainda não tem estatísticas que mostrem esse movimento de ajuste – que deve aparecer no balanço das operações no segundo trimestre. Mas a percepção de agências de viagens e turistas ouvidos pela reportagem é de que os brasileiros não desistiram de viajar, mas já começaram a ajustar seus planos para manter tudo dentro do orçamento.

“A primeira percepção é a dificuldade na tomada de decisão diante da alta do dólar. O passageiro continua querendo viajar, mas fica indeciso na hora de pagar, e pesquisa mais. [Quando decidem], A alta cambial acaba sendo diluída em um pacote que pode ser divido em até 10 vezes e é pago em real com a cotação do dia, para as viagens internacionais”, diz Magda Nassar, vice-presidente da Abav.

Segundo ela, o passageiro opta por pacotes mais curtos, tirando alguns dias da estadia, e por hospedagens mais modestas, como hotéis com menos estrelas ou hostel e similares.

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