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O executivo brasileiro que está preso no Japão, Carlos Ghosn, renunciou à presidência da Renault, mas se manteve como diretor da empresa

O executivo foi preso no Japão em novembro por supostas violações financeiras. (Foto: Reprodução)

O executivo Carlos Ghosn renunciou aos postos de presidente do conselho de administração e presidente-executivo da Renault, mas se manteve como diretor no grupo automotivo francês. A Renault informou ainda que Thierry Bollore foi indicado para a presidência do conselho de administração da aliança Renault-Nissan.

“A Renault gostaria de especificar que o senhor Ghosn renunciou de suas posições na presidência do conselho e na presidência-executiva, mas continua como diretor da Renault SA”, afirmou a companhia. “O senhor Ghosn mantém suas posições na Alliance Rostec Auto e na Renault do Brasil”, acrescentou a montadora.

Reembolso

Ghosn, preso no Japão por irregularidades financeiras, planeja reembolsar o Palácio de Versalhes, na França, pelos gastos referentes a sua festa de casamento, realizada em 2006. A confirmação foi feita depois que a fabricante de automóveis Renault revelou que seu então presidente pode ter se aproveitado indevidamente de um acordo de patrocínio para fazer o evento.

Devon Spurgeon, porta-voz da família, informou que Ghosn reembolsará o palácio, que por sua vez compensará a montadora. A festança, definida na época como “extravagante”, foi inspirada no filme “Maria Antonieta”, de Sofia Coppola.

Ghosn e a esposa Carole usaram a ala Grand Trianon do castelo e os jardins para a festa de casamento. A cerimônia foi seguida de fotos do executivo e a família, publicadas na revista “Town & Country”, mostrando atores vestindo roupas de época ao lado de um banquete de sobremesas.

Outra festa

De acordo com o jornal francês “Les Echos”, o executivo brasileiro já havia organizado, dois anos antes, uma festa black-tie para 200 convidados em Versalhes, para comemorar o seu 60º aniversário e os 15 anos da aliança entre as montadoras. O evento teria custado cerca de 600 mil euros (mais de R$ 2,5 milhões).

A resposta de Ghosn referente às despesas com o seu casamento foi dada um dia depois de a Renault ter afirmado que comunicaria às autoridades francesas o fato de o executivo ter recebido um “benefício pessoal” no valor de 50 mil euros (aproximadamente R$ 210 mil) relacionado a um acordo de patrocínio da montadora com o palácio, localizado nos arredores de Paris.

A investigação conduzida pela Renault descobriu que Ghosn era provavelmente o único beneficiário do evento em Versalhes, não a companhia. Jean-Yves Le Borgne, advogado do executivo na França, foi procurado para comentar, mas não retornou o contato.

Em nota, os advogados da familia do executivo repudiaram a alegação da Renault: “Fontes ligadas à defesa de Carlos Ghosn na França consideram difamatória a suposta acusação de que ele usou recurso da empresa em seu casamento. Ghosn assumiu, a título pessoal, todas as despesas da festa. A Renault não pagou qualquer fatura. Uma sala foi liberada por Versalhes para o evento e, se a mesma foi considerada como patrocínio corporativo pela companhia, tal informação não chegou ao conhecimento de Ghosn”.

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