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Facebook diz que removeu um milhão e meio de vídeos do ataque na Nova Zelândia

Cena mostra arma usada no ataque a mesquita na Nova Zelândia. (Foto: Reprodução/Facebook)

O Facebook informou no domingo (17) que nas primeiras 24 horas após os ataques às mesquitas que deixaram 50 mortos na Nova Zelândia removeu 1,5 milhão de vídeos em todo o mundo que mostravam a ação do assassino. Ainda de acordo com a empresa, 1,2 milhão foram bloqueados ainda antes de serem publicados. O terrorista fez uma transmissão ao vivo do ataque. As informações são do portal de notícias G1. 

“Por respeito às pessoas afetadas por esta tragédia e as preocupações das autoridades locais, também estamos removendo todas as versões editadas do vídeo que não mostram conteúdo explícito”, diz comunicado postado no Twitter e assinado por Mia Garlick, representante da rede social na Nova Zelândia.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse que as redes sociais devem responder sobre seu papel na retirada de conteúdos depois que o massacre de Christchurch foi transmitido ao vivo pelo Facebook.

“Fizemos o que pudemos para retirar imagens que circularam após o ataque terrorista. Mas, ao final, depende destas plataformas facilitar a retirada. Acredito que há várias questões que merecem uma resposta”, disse Ardern em entrevista coletiva.

Ardern disse também que entrou em contato com a chefe de operações do Facebook. Perguntada sobre se a rede social deveria parar o serviço de streaming, Ardern disse que esta é uma questão que quer discutir com o Facebook. “É uma questão que afeta muito além da Nova Zelândia, mas isto não significa que não possamos ter um papel ativo na busca de soluções”, afirmou.

No sábado (16) – domingo na Nova Zelândia – subiu para 50 o número de mortos dos ataques em Christchurch. O comissário de polícia da Nova Zelândia Mike Bush afirmou que uma nova vítima foi encontrada no processo de remoção de corpos das duas mesquitas, que só terminou na noite de sábado. Outras 48 pessoas foram feridas, sendo que 20 delas se encontravam em estado grave.

Além disso, Bush explicou que, dos três detidos na sexta em relação ao atentado, dois foram liberados por não terem relação com o caso. “No momento, só uma pessoa foi acusada em relação a esses ataques”, afirmou o comissário da polícia neozelandesa.

Entre as vítimas estão homens, mulheres e crianças. Os nomes ainda não foram divulgados oficialmente por autoridades neozelandesas, mas famílias confirmam alguns deles à imprensa desde a sexta. Veja quem são algumas das vítimas do atirador

Resumo

Ataques a duas mesquitas de Masjid Al Noor e de Linwood na Nova Zelândia deixaram 50 mortos;

Outras 48 pessoas ficaram feridas, sendo 20 em estado grave;

A polícia informou que o assassino é um australiano de 28 anos chamado Brenton Tarrant, que foi acusado formalmente por homicídio;

Numa das mesquitas, o homem armado com um rifle automático disparou contra a multidão;

Usando uma câmera no capacete, o assassino filmou e transmitiu ao vivo o massacre;

O Facebook eliminou as contas do criminoso e diz ter removido 1,5 milhão de vídeos relacionados ao ataque;

Na rede, o homem se identificou como defensor da extrema-direita e contrário à imigração.

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