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Mundo Estados Unidos apostam em vistos temporários de trabalho para frear a migração ilegal

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O voto rural foi fundamental para a vitória de Donald Trump nas eleições de 2016. (Foto: Reprodução/Twitter)

Os Estados Unidos querem incrementar a emissão de vistos para trabalhos agrícolas temporários a cidadãos da Guatemala, como medida para frear a migração ilegal dessa nação centro-americana, informaram nesta segunda-feira (22) os governos dos dois países. As informações são das agências de notícias AFP e Reuters.

Em uma declaração conjunta, Washington e Guatemala anunciaram que estão trabalhando em um acordo para priorizar o programa temporário ou sazonal de emprego agrícola para os guatemaltecos nos Estados Unidos por meio do visto H-2A, que inclui um registro de Recrutadores de Trabalhadores Estrangeiros.

“Ao regulamentar os Recrutadores de Trabalhadores Estrangeiros na Guatemala, o governo dos Estados Unidos e o governo da Guatemala estão aumentando as proteções para aqueles que buscam oportunidades legais de emprego nos Estados Unidos, alcançando um objetivo prioritário para a Guatemala e mitigando um importante fator de migração irregular para os Estados Unidos”, diz o texto.

“Com este acordo, o governo dos EUA priorizaria a obtenção de visto H-2A antes de outras categorias de visto de não-imigrante para guatemaltecos”, acrescentou, de acordo com o comunicado divulgado em inglês.

O projeto faz parte das ações para “encontrar soluções profundas” para a migração ilegal, disse o presidente guatemalteco Jimmy Morales a repórteres durante uma visita a um hospital no oeste do país.

O embaixador dos EUA na Guatemala, Luis Arreaga, que acompanhou Morales, disse que em 2018 os Estados Unidos concederam 9.000 vistos de trabalho temporário aos guatemaltecos e agora estão procurando “como expandir esse programa”. “Estamos procurando permitir a migração legal, e essa seria uma das formas”, disse.

Deportações aceleradas

O governo Trump disse nesta segunda-feira que irá expandir e acelerar as deportações de imigrantes que entrarem nos Estados Unidos ilegalmente ao retirar a necessidade de supervisão judicial, permitindo que as autoridades removam as pessoas em questão de dias, ao invés de meses ou anos.

A medida, que deverá ser publicada no Registro Federal na terça-feira, irá aplicar “remoção acelerada” para a maioria dos que adentram os Estados Unidos ilegalmente, a não ser que eles consigam provar que estão morando no país há pelo menos dois anos.

Especialistas dizem que o ato é uma expansão dramática de um programa já utilizado ao longo da fronteira entre Estados Unidos e México e que elimina a necessidade de uma revisão dos casos por um juiz de imigração, normalmente sem acesso a um advogado. Ambos estão disponíveis em procedimentos regulares.

O governo Trump está avançando na transformação do ICE (Autoridade de Alfândega e Imigração, na sigla em inglês) em um exército do ‘mostre-me seus documentos’”, disse Vanita Gupta, presidente da Conferência de Liderança em Direitos Humanos e Civis, em uma teleconferência com jornalistas.

É provável que a medida seja bloqueada rapidamente pela Justiça, disseram especialistas. A União Americana de Liberdades Civis, que entrou com inúmeras ações para combater a política de imigração de Trump nos tribunais, já prometeu tomar medidas legais.

O presidente Donald Trump tem tido dificuldades para combater o aumento da chegada de famílias, a maioria delas vindas da América Central, na fronteira dos Estados Unidos com o México, o que tem levado a superlotações nas instalações de detenção de imigrantes, e a uma batalha política diante de uma crescente crise humanitária.

O governo disse que o aumento das deportações rápidas liberaria espaços nos centros de detenção e aliviaria as tensões nos tribunais de imigração, que atualmente lidam com um acúmulo de mais de 900 mil casos.

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