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Perdeu a atração

Giovani Feltes foi a voz que o governo precisava para explicar as dificuldades financeiras. (Foto: Daniela Barcellos/Palácio Piratini)

A cada final de gestão, abre-se a disputa entre técnicos de nível superior para assumir a Secretaria da Fazenda. Agora, o número se reduziu. Em primeiro lugar, pelas condições difíceis do caixa, que determinam atraso nos pagamentos. Muitos são cobrados sobre o problema, insistentemente, fora do horário de trabalho, o que se torna desagradável. Em segundo, a proposta do futuro governador Eduardo Leite, de cortar como nunca as despesas, vira tarefa ingrata para quem está na carreira.

Dom da oratória

No final de 2014, sabendo que o quadro financeiro só iria piorar, o governador eleito José Ivo Sartori entregou a Secretaria da Fazenda ao deputado federal Giovani Feltes. Apostou em sua experiência na Prefeitura de Campo Bom e atuação na Assembleia Legislativa, mas sobretudo na oratória. A tática funcionou. Toda a vez que precisou justificar atrasos, Feltes fez com tanta eloquência que a forma conseguiu suplantar o conteúdo.

Não sabe o que diz

Em mais uma prova de irresponsabilidade, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse ontem que “não está preocupado se o presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai gostar ou não do resultado de votações antes de assumir o Palácio do Planalto”. A palavra de Eunício tem prazo de validade: 31 de janeiro de 2019. No dia seguinte, voltará para casa, em Fortaleza. Tendo concorrido à reeleição, perdeu para candidatos do PDT e do Pros. Os eleitores do Ceará cansaram de sua gabolice. Levará na algibeira uma coleção de ideias esdrúxulas e frases desconexas.

Descontrole

A relação entre dívida do setor público e Produto Interno Bruto passou a ter situação insustentável. Em junho de 2014 era de 43 por cento. Quatro anos depois chegou a 68 por cento. É decorrência do aumento do déficit público, porque os gastos ficaram muito acima das arrecadações.

Cuidado com o bolso

A saída para a grave situação das contas públicas é um ajuste que reverta a trajetória de endividamento. Para os tecnocratas do governo, os impostos devem aumentar. Um absurdo. Falam pouco, quase nada sobre contenção de despesas. Muitas delas caracterizam desperdício. Confortavelmente instalados em Brasília, querem cobrar mais dos contribuintes. Se houver silêncio, isso vai se consumar. É preciso denunciar, clamar, insistir para que a tentativa enfrente rejeição. Que os governos deem um jeito de usar bem o dinheiro que arrecadam.

É insuficiente?

O placar eletrônico Impostômetro, ontem à noite, registrava 2 trilhões e 24 bilhões de reais. Total arrecadado no país desde 1º de janeiro deste ano. O levantamento é controlado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

Fica no Legislativo

Não há possibilidade de a deputada Any Ortiz aceitar o convite para uma secretaria estadual. Reeleita com 91 mil e 471 votos, foi a terceira melhor colocada. Se assumir no Executivo, o PPS perderá a única vaga na Assembleia Legislativa, porque o suplente não é de seu partido.

Posição irreversível

Estão sendo assinalados, hoje, 120 anos do nascimento do professor Armando Câmara. Em outubro de 1954, elegeu-se senador pela Frente Democrática, derrotando João Goulart, do PTB. Assumiu o mandato em fevereiro de 1955. Porém, Goulart elegeu-se vice-presidente da República em outubro de 1955, tornando-se, automaticamente, presidente do Senado. Era a regra da época. Inconformado, Câmara renunciou ao mandato em abril de 1956, alegando viver um “drama de consciência” e haver sido “convocado para outras formas de combate”.

Outro tempo

Alunos do professor Armando Câmara lembram o vestibular da Faculdade de Direito da UFRGS em 1964. Como catedrático, sorteou os três temas para a prova escrita de Filosofia, às 8h10min. Um aluno perguntou quanto tempo seria dado. A resposta: “O necessário para que eu leia os artigos e as reportagens da edição dominical do jornal O Estado de São Paulo, que tenho aqui.” Às 11h40min, avisou: “Terminei. Concedo mais 15 minutos.” Alguns queriam, pelo menos, mais uma hora.

Conclusão

Muitos que recebem a conta elevada da CEEE têm certeza de que já estão cobrando pela luz do sol.

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