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Escola de Porto Alegre não abrirá nesta terça, após pichação: “Suzano voltará”

As pixações teriam sido realizadas no final de semana, por adultos. (Foto: SIMPA)
Por Gabriella Rocha*

A Escola Municipal Vila Monte Cristo, na zona sul de Porto Alegre, não abrirá para aulas nesta terça-feira (16). O motivo seriam os trabalhos para limpeza de pichações no local e a organização de um protesto por mais segurança. Nessa segunda (15), a instituição amanheceu com as paredes internas pichadas com ofensas e comentários desrespeitosos aos professores e funcionários. Mas o que mais preocupou a comunidade escolar, foi o aviso: “Suzano voltará”, em alusão ao massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), que completou um mês neste sábado (13). O atentado, cometido por dois ex-alunos da instituição, tirou a vida de dez pessoas.

A vice-diretora da escola, Virginia Lopes de Gonzales, declarou a reportagem do O Sul que até o momento foram tomadas as medidas necessárias para investigar e proteger a comunidade escolar. A Guarda Municipal foi até o local, bem como a Brigada Militar, para averiguar as imagens captadas pelas câmeras de segurança. Até então, se sabe que os responsáveis pelas pichações são adultos, mas ainda não se sabe se estes têm algum vínculo com a escola, seja como alunos, ex-alunos ou funcionários. O gabinete do secretário, da Secretaria de Estado da Educação, também foi notificado, e registrado um boletim de ocorrência.

As aulas no período da manhã seguiram normalmente, mas foram suspensas no turno da tarde. Às 18hrs, a direção realizou uma reunião de esclarecimento com os pais. O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA), entidade que organiza e mobiliza reivindicações para a melhoria nas condições de trabalho e de vida da população portoalegrense, esteve na escola auxiliando os profissionais a lidar com o caso. Luciane Pereira, diretora geral do SIMPA, afirma que não foi identificado nenhum sinal de arrombamento no local, apesar da estrutura do local ser precária, o que a torna acessível. Eles acreditam que o crime tenha sido cometido no final de semana. Por se tratar de uma escola de ensino fundamental, ela atende principalmente ao público infanto-juvenil, de crianças entre 6 e 16 anos.

*Estagiária sob supervisão de Marjana Vargas

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