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Política miúda

“Eles sabem que não vão me derrubar porque eu tenho aliado forte que é o povo trabalhador desse País. (Foto: Reprodução)

Não há reforma trabalhista sem confronto. Mesmo com o invólucro de modernização, interesses são contrariados. Acabou desembocando num grande circo. Não faltou nada no picadeiro: a invasão da mesa diretora por senadoras da oposição, as luzes apagadas, a suspensão da sessão plenária, o banquete com marmitas de alumínio e a plateia em delírio.

INCAPAZES

Errou o governo federal, que deveria ter ampliado o debate sobre a reforma. O projeto chegou ao Congresso Nacional em dezembro do ano passado, propondo a mudança de mais de 100 trechos da Consolidação das Leis do Trabalho. A tática escolhida foi a mais simplista: convencer apenas os parlamentares para que aprovassem. Os maiores interessados ficam de fora.

O outro erro foi dos sindicalistas e políticos da oposição. Mesmo sabendo que o governo teria maioria para aprovar, deveriam percorrer o País, defendendo suas teses e angariando apoios. Não fizeram, talvez porque desse muito trabalho. Resultou no showzinho que descredencia o Legislativo.

CLÁUSULA PÉTREA

Um dos aspectos positivos da Democracia é que qualquer partido ou ideologia pode vencer, se tiver votos. Os protagonistas, porém, precisam saber perder.

PONTO DE LIGAÇÃO

Qualquer semelhança entre os Congressos da Venezuela e do Brasil não é mera coincidência.

HÁ 10 ANOS

A 12 de julho de 2007, o governo Lula anunciou que pretendia flexibilizar as relações trabalhistas. A retirada da estabilidade no setor público era um dos itens. Começaria pelos funcionários da área da Saúde, que seriam submetidos a concursos, mas regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho.

VELHA AMIZADE

A cúpula do PSDB adiou a entrega de cargos que ocupa no governo. Sinal de que não admite a troca de poder no Planalto.

PRESSA

O governo e a base aliada querem votar até a próxima terça-feira, quando a Câmara entrará em recesso, o parecer do deputado Sergio Zveiter, que se manifestou favorável à ação penal contra o presidente Michel Temer. Os pneus vão queimar na curva.

PARA QUE LADO SALTARÃO?

Os 285 deputados federais que estão em cima do muro na votação sobre o futuro de Temer, conforme levantamento do jornal O Estado de São Paulo, sabem: o voto é político e a conta, eleitoral.

INEXPLICÁVEL

A contradição do governo federal é imensa: 1) financia empresas privadas com juros subsidiados via BNDES; 2) cobra taxas extorsivas dos Estados, que fornecem serviços de saúde, educação e segurança.

OLHOS FECHADOS

Nunca se viu algum governo comentar o resultado de levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação: 33 por cento das pequenas empresas, que fecham as portas, alegam não ter conseguido pagar impostos.

OS SEM FUTURO

Assistentes sociais que trabalham em grandes e médias cidades do Estado concluem: fracassou a função paterna de transmitir valores e o sentido das leis. Com isso, crianças não têm noção de transgressão e culpa. Como se não bastasse, vão a escolas que pouco ensinam. Sem rumo, ao crescerem, acabam batendo nas barras da Polícia e dos Tribunais.

JOGO DOS BASTIDORES

A posição de cada parlamentar na Câmara depende de um jogo complexo e sutil de pressões externas e negociações políticas.

FALTA PRESSÃO

A diferença do episódio Dilma Rousseff é que agora os empresários silenciam e o povo não está nas ruas gritando Fora Temer. Porém, é constrangedor ter um presidente da República denunciado.

CONDIÇÃO INDISPENSÁVEL

Estabilidade monetária não é um fim em si mesmo, mas a base para ações que impulsionem o desenvolvimento econômico.

AGUARDADO COM ANSIEDADE

Se vier ao Brasil, David Copperfield, o renomado mágico e ilusionista norte-americano será contratado para ensinar políticos e assessores a carregarem malas invisíveis.

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