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Porto Alegre entra no circuito da BIENALSUR – Bienal Internacional de Arte Contemporâneada América do Sul

Humus - A pele não se cala vai ocupar a cúpula do planetário da Ufrgs. (Foto: Divulgação)

A partir desta quarta-feira (4), artistas de Madagascar, Argentina e Israel levarão arte e cinema para a Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). A começar por Le La Tour Du Monde, obra de Joel Andrianomarisoa (MDG), que vai despertar o olhar de quem caminhar pelo campus da universidade. Textos com idiomas justapostos relacionados à imigração de diferentes povos vão convidar o público a decifrar um enigma.

Já a argentina Teresa Pereda vai apresentar dois trabalhos, Luz e Humus. No primeiro, um espaço luminoso no formato do mapa da América Latina exibe uma cruz demarcando os quatro pontos cardeais, provocando uma reflexão sobre o que somos e onde queremos estar. Serão entregues lãs e terra aos visitantes, para que possam criar juntos um espaço multidimensional em comum sobre o território americano.

Humus – A pele não se cala vai ocupar a cúpula do planetário da faculdade através de um vídeo que irá colocar o espectador em contato com a bravura da água e do som do trânsito urbano.

O cineasta israelense Amos Gitai vai exibir três documentários gravados ao longo de 25 anos (de 1980 a 2005). Eles narram a história de uma casa no Oeste de Jerusalém, e seus proprietários israelenses e palestinos. House foi gravado em 1980; dezoito anos depois, em 1998, Gitai retorna ao lugar para observar as mudanças de seus habitantes e seu bairro e cria A House in Jerusalem. Por último, em 2005,o artista grava News From Home/ News from House. Nesses três filmes, a narração se cruza com a História.

BIENALSUR

A BIENALSUR – Bienal Internacional de Arte Contemporâneada América do Sul que acontece desde setembro, criou um novo universo cartográfico e rompeu as fronteiras através da arte, num diálogo cultural instantâneo entre a América do Sul e o resto do mundo.

O ponto de partida – Km 0 – é Buenos Aires, Argentina; o mais distante, Tóquio, Km 18.370. O Brasil está no Km 2.240. E a conexão não ocorre somente entre os artistas e curadores que exibem seus trabalhos simultaneamente até dezembro. O público também faz parte dessa inovadora rede cultural, participando ao mesmo tempo de diferentes eventos e exposições em todas as 84 sedes da bienal.

No Brasil, já estão em cartaz exposições no Memorial da América Latina, na capital paulista e no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (SP). A Universidade Federal de Santa Maria (RS) recebeu Factors 4.0 – O Festival de Arte, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul.

O Rio de Janeiro vai abrigar exposições na Central do Brasil e na Fundação Getulio Vargas, a partir do dia 12. Em paralelo, a arte de brasileiros como Eduardo Srur, Regina Silveira, Shirley Paes Leme, Ivan Grilo, Vik Muniz, José Bechara, Cildo Meireles, Hélio Oiticica e Anna Bella Geiger, entre outros, irá compor esse intercâmbio cultural, com mostras na Argentina e no Peru.

Organizada pela Universidad Nacional de Tres de Febrero, desde o final de 2015, a BIENALSUR conta com o reitor Aníbal Jozami como Diretor Geral e Diana Wechsler como Diretora Artístico-acadêmica.

É uma bienal de arte que, pela primeira vez na história das bienais, coloca vários artistas e cidades do mundo em relação de igualdade. Multidisciplinar, destaca-se ainda pelo o ineditismo de contar com diversos países promotores de uma mesma iniciativa e pelo protagonismo das instituições universitárias: 20 universidades de todo o mundo participam do projeto.

Mais de 95% das obras que fazem parte da Bienal foram escolhidas atravésde duas seleções internacionais abertas, que receberam mais de 2.500 propostas de 78 países.

RIO GRANDE DO SUL

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre – 04/10

Joel Andrianomarisoa (MDG) – Le La tour du monde

Um conjunto de textos em tipografia branca simples sobre um fundo preto é oferecido como um enigma a ser resolvido pelas pessoas que caminham pelo campus Centro da universidade. Confundido primeirocom uma publicidade,depois adquire outros sentidos: as línguas lá justapostas serão identificadas,tudo será compreendido em etapas, a alienação surgirá.

Este processo, intimamente relacionado à viagem e a migração – onde mais do que na linguagem e seus usos, se radica um dos nós da distância cultural – estará presente como um convite para pensar sobre as condições de vida que naturalizamos e que merecem, às vezes, serem repensadas. Além disso, em ambos os lados do Atlântico, abordando também nesta revisão a memória das viagens forçadas do comércio de escravos, assim como aquelas feitas por exilados e as migrações forçadas.

Teresa Pereda (ARG)

Humus –Vídeo– Centenas de gravações sonoras da cidade e vozes humanas soando ao mesmo tempo sem pausa. A artista utiliza o elemento terra na construção de uma estética que aborda o vínculo do homem com a terra.

O trabalho LUZ instala um espaço luminoso que o público pode transitar e em que a artista Teresa propõe realizar várias ações. É constituído pela silhueta do mapa da América Latina que se exibesob a cruz dos quatro lugares, Meli Huitran Mapu, de modo que o trabalho constitui uma marca e uma reflexão sobre o que somos e onde queremos estar.

Mostra Amos Gitai (ISR) – Sala Redenção – Cinema Universitário (Avenida Engenheiro Luiz Englert, S/N, Campus central da UFRGS)

Programação dos documentários

House
(Bait | Israel, Franca | documentário | 1980 | 51 min). Direção: Amos Gitai
10/10/17 – 16:00
13/10/17 – 19:00

A House in Jerusalem
(Bait be Yerushalayim | Israel, França | documentário | 1998 | 90 min). Direção: Amos Gitai
10/10/17 – 19:00
11/10/17 – 16:00

News from Home / News from House
(Israel, França, Bélgica | documentário | 2005 | 93 min). Direção: Amos Gitai
11/10/17 – 19:00
13/10/17 – 16:00

Visite o site:www.bienalsur.org/

 

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