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Rio de Janeiro e São Paulo abrem guerra para receber o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1

Covas e Doria se reuniram para conversar sobre a continuidade de Interlagos no calendário. (Foto: Governo do Estado de São Paulo)

A disputa para ser sede do GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021 virou uma concorrência direta entre os governos e as prefeituras das duas maiores cidades do País, Rio de Janeiro e São Paulo. Os dois lados garantem ter as melhores condições para receber a prova, assim como não se esquivam de criticar possíveis defeitos dos concorrentes, como a falta de estrutura ou a existência de dívidas e pendências com a categoria.

Depois de na quarta-feira o Rio ter celebrado a assinatura de um termo de compromisso para construir um novo autódromo, no bairro de Deodoro, São Paulo também se mobilizou. O governador João Doria e o prefeito Bruno Covas se reuniram na manhã de sexta-feira no Palácio dos Bandeirantes para conversar sobre a continuidade de Interlagos no calendário.

Ao contrário do que disse na quarta-feira o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, Doria e Covas garantem que não há qualquer possibilidade de a corrida do ano que vem ocorrer no futuro autódromo carioca. Os paulistas se respaldam no contrato em vigor que garante a realização da prova na cidade pelo menos até a temporada 2020. “Temos contrato assinado com os promotores da Fórmula 1, com cláusulas rigorosas e multas pesadas, mas valores confidenciais”, comentou Doria.

O governador afirmou que São Paulo continua como favorita no páreo pelas condições de estrutura de Interlagos e pela situação do projeto do novo autódromo carioca. O terreno do possível circuito, segundo Doria, está longe de ter condições para virar uma pista. “Eu já sobrevoei o campo de Deodoro. Não tem nada, rigorosamente nada lá. Como imaginar que um investimento que não existe, que não está traçado, pode virar um autódromo para a Fórmula 1?”, questionou o governador.

O Rio quer construir um autódromo de R$ 700 milhões, com capacidade para 130 mil pessoas. O montante viria de recursos privados, com a concessão da área por 30 anos. O projeto da nova pista foi elaborado pelo consórcio Rio Motorsports. A licitação para a obra ainda não foi lançada e depende da liberação da Câmara Municipal.

Bolsonaro disse na quarta-feira que, se não fosse o projeto carioca, o Brasil estaria fora do calendário da Fórmula 1, pois indicou existir uma dívida da organização do GP em Interlagos com o comando da categoria. “Como havia participação pública e uma dívida enorme, tornou-se inviável a permanência da Fórmula 1 lá (em São Paulo). Então, vieram para o Rio de Janeiro”, disse o presidente.

Os organizadores da prova no Rio afirmam que São Paulo não paga à Fórmula 1 desde 2017 a taxa de promoção, cobrada anualmente pela categoria de cada uma das empresas promotoras das etapas e não do poder público. O valor é variável para cada país-sede e, no caso do Brasil, está avaliado em cerca de R$ 120 milhões.

Segundo relatório do Fórmula Money, grupo de pesquisa especializado em finanças e contratos da categoria, no último ano somente duas provas do calendário não pagaram a taxa de promoção. Uma delas é Mônaco, dispensada do pagamento pela relevância histórica, e a outra é o Brasil, que teve a cobrança cancelada porque não tinha recursos financeiros.

A empresa promotora do GP, a Interpub, negou ter dívidas e garantiu que paga todos os anos a taxa. Além disso, afirma que, por São Paulo ser a atual sede da corrida, teria a preferência na renovação do contrato.

Negociação

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse ontem que a informação passada por Bolsonaro sobre corrida no Rio de Janeiro em 2020 está equivocada e garantiu que já negocia renovação do contrato para Interlagos. “Desde o fim do último GP, iniciamos as tratativas para renovar contrato a partir de 2021. Durante esse período todo, não tivemos resistência alguma”, contou.

Covas aguarda a vinda do chefe da Fórmula 1, Chase Carey, para São Paulo no próximo mês para continuar com as negociações. Ao mesmo tempo, o Rio de Janeiro espera na semana que vem uma reunião com a diretora global da categoria para promoção e negócios, Chloe Targett-Adams. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

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