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Saiba por que a proposta de campeonato mundial com 24 clubes será aprovada pela Fifa

Com a nova fórmula, os clubes sul-americanos terão direito a seis vagas, só perdendo em representação para os europeus, que terão oito times. (Foto: Reprodução)

Cansada do formato atual do Mundial de Clubes (anual e com sete times), a Fifa dará um passo importante no processo de reformulação do torneio. O Conselho da entidade se reuniu em Miami, nos Estados Unidos, para aprovar o modelo com 24 participantes, realizado a cada quatro anos, a partir de 2021.

Com a nova fórmula, os clubes sul-americanos terão direito a seis vagas, só perdendo em representação para os europeus, que terão oito times. A aposta da Fifa é que unir mais times de peso, principalmente o suprassumo da Uefa, deixará a competição mais atraente. Atualmente, com o torneio em dezembro, o interesse do público é baixo.

Os critérios de classificação para o novo Mundial ainda serão definidos. A discussão atual aborda apenas o formato da competição e não abrange a parte financeira. O Congresso da Fifa em junho, na França, será a última instância para aprovar o Mundial.

A Conmebol chegou a colocar à mesa da força-tarefa que debateu o tema uma proposta paralela – torneio anual, realizado em dezembro, com 14 clubes. Só que ela nem chegará a ser debatida no Conselho. Houve uma composição entre os dirigentes para canalizar as forças em prol do que a Fifa traça como ideal. Entre os sul-americanos, a proposta agradou mais a partir do momento em que as seis vagas foram oferecidas. No início, a oferta da Fifa era de quatro vagas e chegou a passar para cinco.

A Conmebol teve que “engolir” o argumento de que uma realização quadrienal do Mundial geraria um cenário imprevisível para os campeões continentais do início do ciclo. Afinal, como prever que um campeão de Libertadores se manterá forte três anos depois? Mas isso virou assunto superado.

Articulação

Até a Uefa se dará por satisfeita com o desfecho do caso, embora tenha relutado muito. Pessoas ligas à cúpula da Fifa creem que pesou a articulação do presidente Gianni Infantino diretamente com os clubes europeus, o que teria deixado o mandatário da Uefa, Alexander Ceferin, um pouco encurralado. Publicamente, a Associação de Clubes Europeus (ECA, sigla em inglês) publicou uma carta prometendo boicote ao torneio, caso haja mudança.

A aprovação do novo Mundial enterrará de vez um esqueleto do qual a Fifa quer se livrar: a Copa das Confederações. Em entrevista ao GLOBO, em fevereiro, o secretário-geral adjunto da entidade, Zvonimir Boban, deu a tônica: “Não é uma competição importante para o futebol. Se perguntar na rua quem ganhou a Copa das Confederações, ninguém sabe”.

É por isso que o Mundial ocupará o espaço dado até hoje para a competição de seleções. A estratégia de usar o período entre junho e julho é para não perder a reserva no calendário.

Paz ali, rusga acolá

O desfecho da discussão sobre o Mundial deixa claro que uma rivalidade com a Uefa está fora dos planos da Conmebol. O problema passa a ser a relação com os Estados Unidos. O motivo é a tentativa dos norte-americanos de tomar as rédeas da Copa América de 2020.

O convite dos EUA aos países sul-americanos para que realizassem a Copa América lá foi visto como “ousado” por suplantar até mesmo a negociação entre Concacaf e Conmebol. A incisiva negativa da entidade sul-americana deixou o clima mais pesado. O cenário provável é que o torneio seja compartilhado por Argentina e Colômbia.

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