Últimas Notícias > Colunistas > Mala$ do João

Silencioso, câncer de ovário mata 50% das mulheres diagnosticadas

Dor pélvica, perda de apetite, dores abdominais e complicações intestinais estão entre os sintomas do câncer de ovário. Crédito: Reprodução

O câncer de ovário é considerado um “mal silencioso”, pois os sintomas podem aparecer quando a doença já está em estágio avançado, tornando difícil seu tratamento. A OMS (Organização Mundial de Saúde) prevê que 250 mil novos casos surjam anualmente no mundo e a estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) alerta para 5.680 novos casos no Brasil.

Mais comum em mulheres acima de 40 anos, a neoplasia ginecológica é considerada a mais letal: 140 mil mulheres morrem a cada ano – 50% dos casos diagnosticados.

De acordo com o oncologista Charles Pádua, 75% dos cânceres no ovário já estão em estágio avançado quando é feito o diagnóstico, por isso a taxa de mortalidade é alta. “Isso acontece pelo fato de o ovário ter espaço para crescimento e esse aumento de volume se dá de forma indolor. Entre o início da doença e o aparecimento dos sintomas podem se passar meses”, conta.

Apesar de ser o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura, se descoberto precocemente pode ser retirado com cirurgia, sem que haja a necessidade de quimioterapia e radioterapia. “Para que isso aconteça a mulher deve estar ciente dos sintomas que vão desde sangramento anormal, emagrecimento repentino, dor pélvica, perda de apetite, dores abdominais, complicações intestinais, aumento da frequência de urina, entre outros”, pontua o oncologista.
Em quase todos os casos, a mulher com câncer de ovário precisa retirar todos os órgãos reprodutivos. Ocorre, portanto, uma menopausa precoce, com maior risco de osteoporose, redução da libido e perdas da eslasticidade da pele. Não existe causa específica para a doença. Histórico familiar, reposição hormonal pós-menopausa, tabagismo e obesidade devem ser observados. Nos últimos tempos, o câncer de ovário ganhou destaque na mídia em razão da cirurgia preventiva realizada pela atriz americana Angelina Jolie, que retirou os ovários através de um procedimento denominado ooforectomia. A atriz descobriu por meio de um exame que era portadora da mutação genética BRCA1 e que tinha 50% de chances de desenvolver essa anomalia. No Brasil, o exame feito pela atriz custa entre 5 mil reais e 11 mil reais.