Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019

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Capa – Caderno 1 Um adolescente matou a tiros dois colegas e feriu gravemente outros três em uma escola nos Estados Unidos

Autor dos disparos tem 16 anos e origem asiática. (Foto: Reprodução)

Nessa quinta-feira, dia em que completou 16 anos, um adolescente matou a tiros dois colegas e feriu outros três na escola Saugus, uma instituição de ensino secundário localizada em Santa Clarita, cidade próxima a Los Angeles, no Estado norte-americano da Califórnia. Ele conseguiu fugir do local mas foi detido quando recebia atendimento médico em um hospital da região.

Os mortos foram uma estudante de 16 anos e outro de 14 não resistiram aos ferimentos. Já os três feridos – com idades entre 14 e 15 anos – permanecem internados. Segundo a imprensa local, o estado deles era crítico.

Informações preliminares indicam que o atirador, de origem asiática, havia fugido após fazer os disparos no centro de ensino, que conta com cerca de 2,4 mil alunos. Ele foi localizado pela polícia cerca de uma hora depois, junto a outros feridos, conforme declaração oficial do xerife do condado de Los Angeles, Alex Villanueva.

“Testemunhas e vídeos de câmeras de vigilância permitiram identificar o suspeito, que estava, de fato, entre as primeiras pessoas que foram levadas para hospitais locais”, acrescentou a autoridade policial.

Ele não forneceu mais informações sobre a condição de saúde ou o tipo de ferimento do agressor. Admitiu, porém, a possibilidade de que o adolescente tenha tentado o suicídio após atirar contra os colegas: “Nenhum policial é responsável pelos ferimentos do suspeito. Parece ele mesmo se feriu”.

Preocupação

Antes do anúncio da prisão, veículos de imprensa da Califórnia chegaram a divulgar que o jovem atirador havia tirado a própria vida. Outras informações, também desencontradas, sugeriam uma possível fuga. Isso acabou mobilizando forças policiais a fazerem buscas em áreas residenciais próximas à escola Saugus e em colinas do entorno.

A polícia local pediu aos moradores da área para ficar em casa e manter as portas fechadas até novo aviso. O campus da escola secundária, onde centenas de estudantes permaneceram no local enquanto aguardavam instruções das autoridades, foi minuciosamente inspecionado pela polícia por quase uma hora para descartar outras ameaças

Pânico

A tragédia ocorreu por volta de 7h30 (horário local), quando muitos estudantes já haviam entrado na escola e outros ainda estavam chegando. Um deles, Denzel Abesamis, aluno do último ano, se aproximava de carro quando foi surpreendido pela cena de diversos colegas fugindo do local, em meio a uma situação de caos generalizado.

Ele declarou ao jornal “Los Angeles Times” que conseguiu falar com um amigo que estava escondido em uma sala junto com outros cinco estudantes. “Sempre me preocupei que algo assim ocorresse”, afirmou, garantindo que a escola já havia sido fechada, há alguns anos, devido a uma ameaça semelhante. “A Saugus enfatizou a importância de ser sempre cauteloso diante de qualquer coisa que possa acontecer como um atirador ativo.”

Já uma mãe de aluno relatou os momentos de pavor até a certeza de que o pior já havia passado: “Eu não vi meu filho, mas conversei com ele, e está tudo bem”, disse a mãe de uma aluna do terceiro ano que estava esperando com muitos outros pais perto de uma igreja próxima. “Tudo o que ele disse foi que estava entrando na aula quando alguém começou a atirar”.

Preocupação constante

Os estudantes e funcionários de outros estabelecimentos de ensino localizados nos arredores foram confinados como medida de segurança, como é habitual nos Estados Unidos, onde essas tragédias são frequentes. Os Estados Unidos foram cenário nos últimos anos de vários ataques a tiros em escolas que comoveram a opinião pública e impulsionaram o debate sobre a venda de armas de fogo.

Ironicamente, a tragédia ocorre quando o Senado americano debate um possível endurecimento da legislação sobre armas. “Como podemos olhar para o outro lado?” Como podemos nos recusar a ver que esse tiroteio, que está acontecendo agora, exige que ajamos?”, disse o senador democrata Richard Blumenthal.

A senadora da Califórnia Kamala Harris, candidata do partido para as eleições do ano que vem, declarou que estava “arrasada e rezando” pela cidade de Santa Clarita. “Nossas crianças e comunidades estão sendo aterrorizadas. Não podemos aceitar isso!”, postou ela em sua conta no Twitter.

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