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Três em cada quatro habitantes da América Latina e do Caribe não confiam em seus governos

Mais da metade dos latino-americanos disseram que gostariam de sonegar impostos. (Foto: EBC)

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) afirma em relatório que 75% dos habitantes da América Latina e do Caribe mostram pouca ou nenhuma confiança em seus governos nacionais, enquanto 80% avaliam que a corrupção é algo disseminado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da OCDE.

Em 2010, esses níveis estavam em 55% e 67%, respectivamente, e essa piora gera problemas na coesão social e o enfraquecimento do contrato social, diz a entidade. “A região precisa de instituições mais transparentes, capazes, dignas de crédito e inovadoras, se quer se colocar em uma trajetória de desenvolvimento maior e mais inclusiva”, avalia a OCDE.

A afirmação consta de relatório, produzido pela OCDE, pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Segundo o documento, após uma recessão de dois anos, em 2015 e 2016, a região passa por uma “recuperação econômica frágil”, com crescimento projetado de entre 2% e 2,5% em 2018.

“A recuperação atual se deve mais à melhora na perspectiva econômica global, mas também a melhoras nas condições internas”, diz. O desempenho, porém, segue menos favorável que durante o ciclo de crescimento dos anos 2000, completam as entidades.

O relatório destaca que a confiança e a satisfação ante as instituições públicas diminuíram, “erodindo o contrato social na região”. A melhora nas instituições é necessária para “superar a armadilha da classe média”, fomentar a inovação, a concorrência e melhores empregos. As entidades recomendam reforço na credibilidade e na capacidade dos países para combater a corrupção, entregar serviços e responder às demandas populares. Além disso, defendem o uso de novas tecnologias para a implementação de políticas de maneira inovadora.

O relatório observa que a confiança nas instituições públicas diminuiu e a satisfação com os serviços públicos se deteriorou. Por exemplo, a parcela da população satisfeita com a qualidade dos serviços de saúde caiu de 57% em 2006 para 41% em 2016, bem abaixo dos níveis da OCDE de cerca de 70%. Da mesma forma, a satisfação com o sistema educacional caiu de 63% para 56% no mesmo período. Isso contribui para o descontentamento dos cidadãos e sua falta de disposição para pagar impostos porque os consideram injustificáveis.

Em 2015, 52% dos latino-americanos disseram que queriam sonegar impostos, se possível, um aumento de 6% desde 2011. O descontentamento com os serviços públicos é mais premente entre os latino-americanos vulneráveis e pobres que não podem procurar serviços de melhor qualidade e mais caros no setor privado.