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Uma mesma dose de bebida ingerida por uma mulher faz com que ela fique, em média, com 30% a mais de concentração alcoólica no sangue do que um homem ficaria

Mulheres produzem uma quantidade menor da enzima responsável por degradar o álcool. (Foto: Freepik)

Um estudo de pesquisadores britânicos publicado na revista“The Lancet” mostra que o álcool aumenta o risco de qualquer tipo de doença cardiovascular: acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doença hipertensiva fatal e aneurisma aórtico fatal. O risco só declina em relação a infarto do miocárdio. Para David Sullivan, da Escola Médica da Universidade de Sydney, que não participou do estudo, a resposta sobre como as pessoas devem agir fica clara ao se colocarem essas informações na balança.

Não adianta proteger contra infarto e gerar todas as outras doenças cardiovasculares possíveis”, pontua. Quando as duas tendências são consideradas juntas (taxa de consumo de álcool e taxa de doenças cardiovasculares), qualquer benefício do álcool é eliminado para ingestões de mais de 100 gramas por semana.

Para mulheres, o consumo de álcool é ainda mais perigoso – justamente por isso os países que têm diretrizes costumam diferenciar as recomendações de acordo com o gênero. Isso se explica porque, entre outros aspectos, as mulheres produzem uma quantidade menor da enzima responsável por degradar o álcool. Em decorrência disso, uma mesma dose de bebida ingerida por uma mulher faz com que ela fique, em média, com 30% a mais de concentração alcoólica no sangue do que um homem ficaria.

De acordo com Jason Connor, do Centro de Pesquisas para Abuso de Substâncias na Juventude da Universidade de Queensland, na Austrália, o estudo traz informações robustas que são capazes de influenciar o modo como países lidam com o tema.

Debate público

Os níveis de consumo recomendados nesse estudo serão, sem dúvida, descritos como implausíveis e impraticáveis pela indústria do álcool e outros opositores das advertências de saúde pública sobre o álcool. No entanto, os resultados devem ser amplamente divulgados e precisam provocar um debate público e profissional informado”, comenta o especialista.

Uma crítica feita por vários pesquisadores à abordagem do estudo é a falta de dados relacionados à incidência de câncer por causa do álcool. Segundo a Organização Mundial da Saúde, hoje já se sabe que as bebidas alcoólicas estão relacionadas a 10% dos cânceres de intestino grosso e 8% dos cânceres de mama, por exemplo.

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