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Uma revista alemã revelou que oito represas da Vale no Brasil estão em estado “preocupante”

Área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho. (Foto: Divulgação/Presidência da República)

Oito barragens da Vale no País estão em estado “preocupante” ou “especialmente preocupante”, de acordo com um estudo da auditora alemã TÜV Süd, ao qual a revista semanal “Der Spiegel”, também da Alemanha, teve acesso.

O relatório, de 12 páginas e caráter provisório, foi revelado pela revista neste sábado e mostra que a auditora alemã alerta a Vale e também as autoridades brasileiras da possibilidade de ocorrer novos desastres como o de Brumadinho, em janeiro, onde mais de 200 pessoas morreram.

Segundo os analistas alemães, uma represa da empresa de mineração está em estado “preocupante” e outras sete, em situação “especialmente preocupante”.

Todas estas barragens para resíduos de mineração classificadas como de alto risco são encontradas em Minas Gerais, assim como a de Brumadinho.

Após o alerta da auditora, Vale realocou os moradores em risco por cinco destas represas e suspendeu as operações outras duas, informa a “Der Spiegel”.

No dia 25 de janeiro, uma barragem da Vale se rompeu em Brumadinho e o rio de lama e resíduos minerais enterrou em questão de segundos as instalações da mina e das casas vizinhas, deixando um saldo de 209 mortos e 97 desaparecidos, além de danos ambientais incalculáveis.

Após a tragédia, as autoridades iniciaram uma investigação para esclarecer a responsabilidade da Vale no desastre, a segunda protagonizada pela mineradora em pouco mais de três anos.

Em 2015, a ruptura de vários diques da mineira Samarco, controlada pela Vale e BHP Billiton, causou 19 mortos em Mariana, também em Minas Gerais, e provocou a maior catástrofe ambiental da história do País.

Três barragens da Vale em MG estão em nível máximo de alerta

Três barragens da mineradora Vale, localizadas em Minas Gerais, entraram em alerta máximo para risco de rompimento. São elas: a barragem B3/B4, da Mina Mar Azul, na região de Macacos e Nova Lima, e as barragens Forquilha I e Forquilha III, da Mina Fábrica, em Ouro Preto.

Segundo a Vale, auditores independentes contratados pela própria empresa informaram que as estruturas não receberiam a declaração de condição de estabilidade por terem fator de segurança abaixo do novo limite estabelecido pela ANM (Agência Nacional de Mineração).

“Assim, a Vale acionou de forma preventiva, o protocolo para início do nível 3 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração para três barragens”.

Por meio de nota, a mineradora informou que a evacuação de pessoas e animais já ocorreu em 16 de fevereiro na região de Macacos e Nova Lima e em 20 de fevereiro na zona rural de Ouro Preto. Como prevê o protocolo, com a subida para o nível 3, foi acionada a sirene de alerta.

“A Vale adotará as medidas necessárias, com apoio da defesa civil e os demais órgãos competentes, para orientar os moradores da Zona de Segurança Secundária de Macacos/Nova Lima e Ouro Preto e prepará-los, com treinamentos e simulado de evacuação, em caso de situação de rompimento de barragem.”

As barragens B3/B4, Forquilha I e III são barragens a montante, mesmo modelo da estrutura que rompeu em Brumadinho (MG) em janeiro deste ano. As três barragens, segundo a mineradora, estão inativas e, portanto, não recebem mais rejeitos.

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