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Brasil A Ford assinou um termo de sigilo com um grupo interessado em comprar sua fábrica em São Paulo

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João Doria após reunião com a direção da Ford. (Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP)

A Ford se reuniu na última quinta-feira (28) com trabalhadores, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e o governador João Doria (PSDB) para mais uma conversa sobre o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). De acordo com o sindicato, a montadora assinou um termo de sigilo com grupo interessado na fábrica de São Bernardo (SP), que será fechada neste ano. Não foi informado com quem a empresa está negociando.

“Saímos esperançosos e animados da reunião. O governador se mostrou confiante com o encaminhamento das negociações, cujo conteúdo é tratado em sigilo comercial”, contou Wagner Santana, presidente do sindicato do ABC.

“Também reafirmamos a necessidade de garantir os postos de trabalho, que ele [João Doria] disse que tem sido a exigência constante nas conversas que vem tratando com os possíveis investidores”, afirmou Wagner.

A Caoa, parceira da chinesa Chery e importadora de modelos da Hyundai, já confirmou “conversas” com a Ford sobre a compra da fábrica. Não há, porém, confirmação de que negociações citadas na reunião da quinta sejam entre as marcas porque elas correm em sigilo.

Fechamento

A Ford anunciou que fechará a fábrica de São Bernardo do Campo, a mais antiga da montadora no País. A unidade emprega cerca de 3 mil pessoas e produz o Fiesta e 3 modelos de caminhões.

A medida faz parte da decisão de sair do mercado de caminhões na América do Sul, para retornar “à lucratividade sustentável de suas operações” na região.

Em 2018, a fabricante disse que produziu apenas 19% dos caminhões e 12% dos carros do total da capacidade instalada na unidade do ABC paulista, a única que contemplava veículos pesados da marca.

Governo e empresa tentam vender

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse em fevereiro que o governo e a Ford tentam vender a unidade fabril da montadora em São Bernardo do Campo. O tucano se reuniu com representantes da empresa e o prefeito da cidade do ABC, Orlando Morando (PSDB), logo após a montadora anunciar o fechamento da fábrica na cidade em comunicado global. Morando disse à reportagem que o município vai perder R$ 18,5 milhões em arrecadação, sendo R$ 14,5 milhões em ICMS (1,7% do total arrecadado com o imposto) e R$ 4 milhões de ISS (0,8% do total).

Além disso, a expectativa é que 27 mil pessoas percam seus empregos (2,8 mil funcionários da Ford, 1,5 mil terceirizados, além de 22,5 mil de setores relacionados). De acordo com o governador, na cidade do ABC somente o centro administrativo da empresa permanecerá funcionando, com 1.200 funcionários.

Doria afirmou na ocasião que o comprador poderia ser um grupo nacional ou internacional que busque a “preservação do parque fabril e dos empregos que ali existem”.

“Nós vamos buscar uma solução de mercado, ao lado da Ford. Não é uma ação de governo, é uma ação de setor público com setor privado, na defesa de um parque industrial e de proteção de empregos.”

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