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Política Estados Unidos dizem que domínio nas Américas “nunca mais será questionado”

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O presidente norte-americano já manifestou apoio a aliados do presidente argentino Javier Milei e a políticos conservadores de outros países da região.

Foto: Reprodução
O presidente norte-americano já manifestou apoio a aliados do presidente argentino Javier Milei e a políticos conservadores de outros países da região. (Foto: Reprodução)

O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nesta terça-feira (11) um vídeo em que afirma que o domínio norte-americano sobre o Hemisfério Ocidental “nunca mais será questionado”. A publicação resgata episódios relacionados à Doutrina Monroe, formulada no século 19, e apresenta a política como um dos pilares da atuação dos Estados Unidos no continente americano.

No vídeo, o governo norte-americano cita a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, realizada em 3 de janeiro, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina. Segundo a publicação, a operação teria enviado um “forte sinal a todo o hemisfério”.

Maduro foi levado para os Estados Unidos, onde responde a acusações de narcoterrorismo. O ex-presidente venezuelano está detido em uma penitenciária de Nova York.

“A Doutrina Monroe moldou a política externa dos EUA por mais de dois séculos. O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”, afirma a legenda do vídeo divulgado pelo Departamento de Estado.

A Doutrina Monroe foi apresentada em 1823 pelo então presidente norte-americano James Monroe. O princípio ficou conhecido pela expressão “a América para os americanos” e estabelecia que qualquer tentativa de recolonização ou interferência de potências europeias no continente seria considerada uma ameaça aos Estados Unidos.

Ao longo dos séculos 19 e 20, entretanto, o conceito passou por diferentes interpretações e foi utilizado para justificar uma atuação cada vez mais ampla de Washington na América Latina. O próprio Departamento de Estado reconhece no vídeo que a política deixou de ser apenas um alerta às potências europeias e evoluiu para uma estratégia de influência regional.

A gravação recupera episódios históricos envolvendo a atuação dos Estados Unidos no continente. Um deles é a independência do Panamá, em 1903. Segundo o vídeo, Washington apoiou a separação do território panamenho da Colômbia e posteriormente obteve um acordo para construir, operar e defender o Canal do Panamá, uma das principais rotas comerciais do mundo.

Outro episódio citado é a crise dos mísseis de Cuba, em 1962. Na ocasião, o governo do presidente John F. Kennedy descobriu a instalação de mísseis soviéticos na ilha, a poucos quilômetros do território norte-americano. O Departamento de Estado afirma que Kennedy recorreu à Doutrina Monroe para justificar a reação dos Estados Unidos diante da presença militar da União Soviética no Caribe.

O histórico apresentado pela administração norte-americana, porém, não aborda diversos episódios de intervenção dos Estados Unidos na América Latina durante o século 20. Ao longo do período, Washington apoiou ou participou de ações políticas e militares em diferentes países da região, algumas delas relacionadas à ascensão ou manutenção de governos autoritários.

A publicação ocorre ainda em um momento de maior aproximação do governo de Donald Trump com setores da direita latino-americana. O presidente norte-americano já manifestou apoio a aliados do presidente argentino Javier Milei e a políticos conservadores de outros países da região.

Na Argentina, Trump apoiou aliados de Milei durante as eleições legislativas de 2025. Na Colômbia, o governo norte-americano também demonstrou proximidade com Abelardo de la Espriella, político de direita eleito presidente do país neste ano.

Nesse contexto, a referência à Doutrina Monroe ganha novo significado na política externa de Washington. O vídeo divulgado pelo Departamento de Estado apresenta a política como uma diretriz ainda atual e afirma que ela permanece como uma “pedra angular” da estratégia dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental.

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Adalberto Meneguzzi
11 de agosto de 2026 19:53

Te liga, “estadista” Lula! Kkk

César
11 de agosto de 2026 19:39

Melhor os EUA que a China. Mas a EXTREMA ESQUERDA prefere chamar o Trump de oportunista e ficar de QUATRO pro Xi Ji ping.

Léo P
11 de agosto de 2026 19:31

Perfeito, isso é o q eu sempre expliquei para a jumentada, a Doutrina Monroe existe ha mais de 2 séculos, e trata nós como parte aliada da America (USA), não é “coisa da cabeça do Trump”, se tal doutrina nao fosse aplicada por todo esse tempo já estariamos talvez falando russo ou chinês por aqui, e debaixo das mesmas leis de suas ditaduras.

Eloa Gute
11 de agosto de 2026 18:53

Oportunista cara de pau!

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