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Variedades 11 de abril – Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

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Entidade divulga carta aberta e cobra mudanças urgentes no sistema de saúde. (Foto: Reprodução)

No Dia Mundial da Doença de Parkinson (11 de abril), a Associação Brasil Parkinson divulga uma carta aberta alertando para a urgência de mudanças estruturais no enfrentamento da doença no país.

Considerada hoje a condição neurológica que mais cresce no mundo, o Parkinson afeta cerca de 1% da população global, 200 mil no Brasil e pode atingir mais de 1 milhão de brasileiros até 2060, segundo estimativas acadêmicas.

Na carta aberta, a entidade chama atenção para a necessidade de ampliar o debate público e que, no Brasil, persistem
desafios como o diagnóstico tardio, desigualdade no acesso ao tratamento e ausência de um modelo estruturado de cuidado contínuo.

Diante desse cenário, a carta aberta propõe três prioridades: diagnóstico precoce e qualificado, ampliação do cuidado
integral no sistema público de saúde e implementação de políticas públicas sustentáveis baseadas em evidência.

A Associação Brasil Parkinson, que há 40 anos atua no acolhimento e reabilitação de pacientes, reforça que o
tratamento não pode se restringir à medicação, devendo incluir terapias multiprofissionais, como fisioterapia, fonoaudiologia e suporte psicológico.

Carta aberta à sociedade, à classe médica e aos gestores públicos

A Doença de Parkinson ainda é, no Brasil, uma condição subdiagnosticada, subtratada e frequentemente compreendida de forma limitada. Reduzi-la ao tremor é ignorar sua complexidade clínica, seu impacto funcional e, sobretudo, o sofrimento silencioso de milhares de brasileiros.

O Parkinson compromete autonomia, comunicação, mobilidade e qualidade de vida. Afeta não apenas quem recebe o
diagnóstico, mas toda a sua rede de apoio. E, ainda assim, seguimos convivendo com atrasos diagnósticos, acesso
desigual ao tratamento e ausência de políticas públicas estruturadas que contemplem o cuidado integral.

É diante desse cenário que a Associação Brasil Parkinson reafirma seu compromisso com a sociedade brasileira.

Ao longo de 40 anos, a Associação tem atuado de forma consistente na promoção da informação qualificada, no
acolhimento de pacientes e familiares e na defesa de um modelo de cuidado que vá além do tratamento medicamentoso, integrando reabilitação, suporte emocional e acompanhamento contínuo.

Acreditamos que o enfrentamento do Parkinson no Brasil exige uma mudança de paradigma. É fundamental avançar em três pilares centrais:

1. Diagnóstico precoce e qualificado

A identificação dos sinais iniciais da doença ainda é um desafio, inclusive na atenção primária. Propomos a ampliação de programas de capacitação para profissionais de saúde, com foco em reconhecimento precoce e encaminhamento adequado, reduzindo o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico definitivo

2. Cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS)

O tratamento do Parkinson não pode se limitar à prescrição medicamentosa. Defendemos a incorporação estruturada de abordagens multiprofissionais no SUS, incluindo fisioterapia especializada, fonoaudiologia, terapia ocupacional e suporte psicológico, garantindo funcionalidade e qualidade de vida ao paciente.

3. Políticas públicas sustentáveis e baseadas em evidência

É urgente incluir a Doença de Parkinson de forma mais robusta nas agendas de saúde pública, com planejamento,
financiamento adequado e integração entre os níveis de atenção. O envelhecimento da população brasileira e o aumento do número de casos em todo o mundo torna essa pauta ainda mais relevante e inadiável.

A Associação Brasil Parkinson se coloca como parceira técnica e institucional na construção dessas soluções. Nosso
compromisso é contribuir com conhecimento, experiência clínica, articulação social e atendimento ao SUS em nossa
sede, fortalecendo políticas públicas eficazes, humanizadas, promovendo saúde e bem-estar e reduzindo as desigualdades de acesso.

Mais do que ampliar o debate, é preciso transformá-lo em ação. Neste mês de conscientização, convidamos gestores,
profissionais de saúde, formadores de opinião e toda a sociedade a olharem para o Parkinson com mais profundidade, responsabilidade e compromisso.

Cuidar da pessoa com Parkinson é preservar sua dignidade, sua autonomia e seu lugar na sociedade. E isso não pode esperar.

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