Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2021
A oposto Tandara, uma das principais atletas da Seleção brasileira feminina de vôlei, foi suspensa da disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio após um exame antidoping detectar a presença da substância proibida Ostarina em seu organismo. Em nota, a defesa da jogadora justificou a detecção alegando “acidente”.
“Confiamos plenamente que comprovaremos que a substância Ostarina entrou acidentalmente no organismo da atleta e que não foi utilizada para fins de performance esportiva”, disse o texto divulgado nas redes sociais de Tandara.
Segundo a nota, a contraprova do exame de urina da oposto ainda não foi analisada. “Até o momento, sequer foi analisada a contraprova da urina da atleta (amostra B), portanto, salvo melhor juízo, não se afigura razoável qualquer pré-julgamento de uma atleta íntegra, sem quaisquer antecedentes e que há anos contribui para as conquistas do voleibol brasileiro”, diz o comunicado.
Assim como a assessoria de Tandara já havia informado, a defesa da jogadora reforçou que a atleta só se pronunciará após a conclusão do caso.
“Tendo em vista o segredo de justiça imposto ao processo, em respeito à ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) e ao TJD-AD (Tribunal de Justiça de Desportos Antidopagem), por nossa orientação, a atleta Tandara Alves Caixeta não se pronunciará até a decisão final sobre o caso.”
A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) divulgou, nesta sexta-feira (6), comunicado informando que foi constatada a presença da substância proibida ostarina em exame antidoping realizado na atleta da seleção brasileira feminina de vôlei, Tandara Caixeta, em julho passado, antes do embarque para a Olimpíada de Tóquio 2020.
De acordo com a ABCD, a coleta do material biológico de Tandara foi feita no dia 7 de julho de 2021, no Centro de Treinamento de vôlei de quadra da seleção, em Saquarema-RJ, junto à coleta das outras atletas da equipe. Na quinta-feira passada (5 de agosto), o resultado do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) confirmou a presença da substância anabolizante ostarina que, pelo Código Brasileiro Antidopagem, implica na aplicação obrigatória de uma suspensão provisória da atleta.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi notificado pela ABCD na quinta-feira (5 de agosto) sobre o caso e desligou a jogadora da seleção de vôlei feminino, horas antes da semifinal da Olimpíada. O Brasil venceu a Coreia do Sul na semifinal por 3 sets a 0, nesta sexta-feira (6), sem a presença de Tandara.
Segundo a ABCD, a ostarina é uma substância pertencente à classe de agentes anabolizantes, que são proibidos em competição e fora de competição pela Agência Mundial Antidopagem (AMA-WADA).
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