Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de janeiro de 2026
Estabelecer metas factíveis é o primeiro passo para evitar frustrações.
Foto: FreepikMais da metade de janeiro já ficou para trás e, com ela, o impulso clássico de estabelecer metas para o ano que começa. Comer melhor, praticar exercícios e cuidar da saúde mental costumam liderar a lista de promessas. O problema é que, embaladas pela euforia inicial, muitas dessas resoluções não passam por uma reflexão realista sobre motivações, rotina e limites. Com o tempo, acabam abandonadas, dando lugar à frustração.
Para ajudar a quebrar esse ciclo de entusiasmo excessivo e desistência precoce, 12 especialistas de diferentes áreas da saúde foram convidados a compartilhar conselhos práticos para um ano mais saudável. O critério foi claro: recomendações simples, possíveis de serem incorporadas no dia a dia. O resultado reúne orientações que vão do sono à atividade física, passando por alimentação, saúde emocional e organização da rotina.
Dormir bem aparece como ponto central. Ter horários regulares para dormir e acordar, reduzir o uso de telas à noite e manter o quarto escuro e silencioso ajuda o cérebro a cumprir funções essenciais, como a consolidação da memória e a recuperação de neurotransmissores. Da mesma forma, cuidar das vias respiratórias, com a lavagem nasal diária, contribui para a prevenção de infecções e melhora da respiração, do sono e da concentração.
Outro consenso entre os especialistas é a importância de começar — ou retomar — a atividade física, mesmo que de forma gradual. Exercícios aeróbicos e de força ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhoram o controle do peso e atuam positivamente sobre o estresse. A recomendação, no entanto, é que as metas sejam realistas e ajustáveis, respeitando momentos de maior ou menor disponibilidade.
Antes de perseguir números na balança, os profissionais sugerem refletir sobre qual estilo de vida é possível sustentar. O peso saudável é aquele compatível com a rotina, o sono, a alimentação e as relações pessoais. Essa lógica também se aplica ao envelhecimento: hábitos construídos desde cedo, como alimentação baseada em comida de verdade e prática regular de exercícios, são determinantes para uma longevidade com autonomia.
A saúde emocional recebe atenção especial. Psicólogos e psiquiatras reforçam que pausar, recuar ou desistir de uma meta não é sinal de fraqueza, mas de inteligência emocional. Encarar medos, buscar sentido nas escolhas e pedir ajuda quando necessário são atitudes fundamentais para uma vida mais equilibrada. Assumir o protagonismo da própria saúde — com prevenção, informação confiável e acompanhamento médico — também é apontado como indispensável.
Os especialistas ainda destacam o valor de cultivar relações, compartilhar conversas e sorrisos, reduzir o tempo excessivo nas telas e reservar momentos de descanso ao longo do dia. Uma das sugestões práticas é adotar a chamada “agenda invertida”, priorizando o sono e as pausas antes dos compromissos profissionais.
A mensagem final é clara: saúde não se constrói com soluções milagrosas nem metas extremas. Ela é resultado de escolhas consistentes, simples e possíveis, repetidas ao longo do tempo. Mais do que prometer mudanças radicais, 2026 pode ser um ano melhor se for pautado por equilíbrio, autoconhecimento e constância.
(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)