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Brasil 13º salário deve injetar R$ 196,7 bilhões na economia em 2016

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Comparando com 2015, quando o valor teria sido de R$ 182 bilhões, a quantia apurada neste ano indica crescimento de 8,2%. (Foto: Reprodução)

O pagamento do 13º salário deve injetar na economia do País R$ 196,7 bilhões, que representam aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Os dados constituem uma projeção do volume total do 13º salário que entra na economia ao longo do ano, e não necessariamente nos dois últimos meses de 2016. Entretanto, segundo o Dieese, é certo que a maior parte do valor referente ao 13º seja paga no final do ano.

O montante será pago aos trabalhadores do mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado, inclusive os empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social; e para aposentados e beneficiários de pensão da União e dos Estados e municípios.

Cerca de 84 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 2.192. Desses, aproximadamente 33,6 milhões, ou 39,9% do total, são aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS). Os empregados formais (49,5 milhões de pessoas) correspondem a 58,9% do total. Entre esses, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 2 milhões, equivalendo a 2,5% do conjunto de beneficiários do abono natalino. Além desses, aproximadamente 982 mil pessoas (ou 1,2% do total) referem-se aos aposentados e beneficiários de pensão da União (Regime Próprio), além dos estados e municípios (regime próprio), que não foram quantificados.

Do montante a ser pago a título de 13º, pouco mais de 31,5% dos R$ 197 bilhões, ou seja, perto de R$ 62 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas.

Considerando apenas os beneficiários do INSS, o quantitativo chega a 33,6 milhões de pessoas e um valor de R$ 41,3 bilhões. Outros R$ 134,7 bilhões, ou 68,5% do total, irão para os empregados formalizados; incluindo os empregados domésticos. Aos aposentados e pensionistas da União, caberá o equivalente a R$ 8,2 bilhões (4,2%); aos aposentados e pensionistas dos estados, R$ 10,1 bilhões (5,1%) e; R$ 2,5 bilhões aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios.

O número de pessoas que receberá o 13º salário em 2016 é cerca de 0,2% superior ao calculado para 2015. Os empregados do setor formal tiveram redução de 1,3%, e aposentados e pensionistas do INSS registraram aumento de 2,6%.

Comparando com 2015, quando o valor teria sido de R$ 182 bilhões, a quantia apurada neste ano indica crescimento de 8,2%, o que significaria aumento de 0,6% acima da inflação prevista para 2016, segundo o Dieese. Se observados apenas os trabalhadores do setor formal, estima-se queda real de 3,4% no montante pago.

Por região

Refletindo a maior capacidade econômica da região, a parcela mais expressiva do 13º salário (50,9%) deve ficar nos Estados do Sudeste, região que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Outros 16,1% do montante a ser pago devem ficar com o Sul, enquanto ao Nordeste serão destinados 16,1%. Para as regiões Centro-Oeste e Norte, irão, respectivamente, 8,9% e 4,8%. O maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 4.230) e o menor, no Maranhão e Piauí, Estados com média próxima a R$ 1.450.

O 13º salário deve injetar na economia paulista, até o final de 2016, cerca de R$ 57,8 bilhões, aproximadamente 29,4% do total do Brasil e 57,7% do Sudeste. Esse montante representa em torno de 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto) estadual.

Por setor

Para os empregados do setor formal, até o final de 2016, a estimativa é de que R$ 132,5 bilhões serão pagos como 13º salário aos 47,4 milhões de trabalhadores formais do setor público e privado no Brasil, excluídos os empregados domésticos.

A maior parcela do montante a ser distribuído caberá àqueles que estão empregados no setor de serviços (incluindo administração pública), que ficarão com 63,1% do total destinado ao mercado formal; os empregados da indústria receberão 18,1%; os comerciários terão 13,1%; aos que trabalham na construção civil será pago o correspondente a 4,8% e; aos trabalhadores da agropecuária caberão 3,3%.

Em termos médios, o valor do 13º salário pago ao setor formal corresponde a R$ 2.794. A maior média deve ser paga aos trabalhadores do setor de serviços, equivalente a R$ 3.190; a indústria aparece com o segundo valor, equivalente a R$ 2.967 e; o menor foi verificado entre os trabalhadores do setor primário da economia, R$ 1.669. (AG)

tags: economia

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