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Geral 1,5 mil casas para desabrigados em Canoas: cancelado empreendimento que atenderia vítimas das chuvas de 2024

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Canoas foi uma das cidades mais afetadas pela catástrofe que assolou o Rio Grande do Sul em 2024. (Foto: Reprodução)

A Tenda desistiu de fazer um grande empreendimento com 1,5 mil casas que seriam destinadas às vítimas das enchentes na cidade de Canoas, uma das mais afetadas pela catástrofe que assolou o Rio Grande do Sul em 2024. A decisão veio após a construtora reorganizar suas atividades e chegar à conclusão de que não havia mais condições técnicas nem econômicas para viabilizar o empreendimento.

O contrato foi oficializado em julho de 2025, numa cerimônia com a Prefeitura de Canoas e representantes do governo federal. A rescisão foi unilateral, sem penalidades para a Tenda. O projeto teria um investimento público de R$ 300 milhões, com financiamento da Caixa Econômica Federal. Este era o maior empreendimento do Minha Casa Minha Vida (MCMV) – Reconstrução, modalidade do programa habitacional orquestrada pelo Ministério das Cidades para prover 3 mil moradias às pessoas desabrigadas pelas enchentes. A previsão era de uma implantação rápida, baseada em peças de madeira pré-moldadas.

A Tenda é dona da Alea, que produz casas a partir de partes estruturais de madeira feitas em Jaguariúna (SP). Essas partes seriam levadas para montagem em um grande terreno do bairro Brigadeira, em Canoas. Mas as obras não chegaram a ser iniciadas, pois a Alea foi forçada a passar por uma reorganização.

Em nota, a Tenda explicou que “descontinuou o projeto habitacional previsto para Canoas após reavaliação das condições técnicas e econômico-financeiras necessárias para sua execução no modelo originalmente estruturado”, mas que “segue comprometida com a agenda de habitação de interesse social” no RS por meio da marca Tenda, do MCMV e do programa Porta de Entrada, do governo estadual.

O Ministério das Cidades informou que a Tenda “desistiu do projeto de maneira unilateral antes do início das obras e comunicou a pasta sobre esta decisão”. Apesar disso, a demanda por moradias em Canoas foi atendida, diz o governo. Estão sendo destinadas 3,2 mil unidades habitacionais, sendo 1,5 mil em processo de contratação ou construção pelo MCMV e 1,6 mil na linha de atendimento Compra Assistida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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