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VENEZUELA REJEITA

Os regimes autoritários sempre têm uma desculpa para derrotas. Ontem, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que perdeu as eleições legislativas, disse que “a oposição não triunfou”. Atribuiu a “um plano contrarrevolucionário para desmantelar o Estado social-democrático de justiça e de direitos”. A vontade, a inconformidade e a revolta da população não contam.

O país, de 30 milhões de habitantes, detém as maiores reservas de petróleo cru do mundo, mas submete os consumidores a longas filas em supermercados e farmácias. Há escassez de alimentos, bens de primeira necessidade e remédios.

O resultado eleitoral não pôde ser manipulado e traduz o repúdio à chegada ao poder do chavismo em 1999. A saída será tentar limitar as ações do Parlamento.

A derrota não fará Maduro desistir de levar o país na direção do caos e do desrespeito aos mais básicos dos direitos individuais. A fúria de expropriações começou pelas empresas. Hugo Chávez não tinha o menor escrúpulo em nacionalizar o agronegócio, siderúrgicas, petrolíferas, metalúrgicas, fazendas e supermercados. Maduro, que substituiu Chávez, ordenou a invasão da rede de lojas Daka, mandou prender gerentes e promoveu uma “liquidação bolivariana”.

Uma das mais recentes estultices do regime foi proibir que 22 diretores de veículos de Imprensa saíssem do País.

As sucessivas agressões à população e a insanidade de Maduro tiveram rejeição nas urnas.

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