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Rio Grande do Sul Cremers suspende temporariamente interdição do ensino médico da Ulbra no Hospital Universitário de Canoas

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A decisão baseia-se na apresentação do termo de convênio firmado entre a prefeitura de Canoas e a Aelbra – mantenedora da universidade.

Foto: Divulgação/Cremers
A decisão baseia-se na apresentação do termo de convênio firmado entre a prefeitura de Canoas e a Aelbra – mantenedora da universidade. (Foto: Divulgação/Cremers)

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) decidiu, em reunião plenária realizada nesta quarta-feira (7), suspender por 45 dias a interdição ética do ensino médico da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) no Hospital Universitário (HU) da cidade de Canoas.

A decisão baseia-se na apresentação do termo de convênio firmado entre a prefeitura de Canoas e a Aelbra – mantenedora da universidade –, documento protocolado apenas no final da tarde de segunda-feira (5).

A ausência do contrato e o desconhecimento de sua existência pela direção do HU durante a ação de fiscalização do Cremers em 17 de março, e a sua não apresentação até 30 de abril – data da interdição – foram os fatores determinantes daquela medida.

“A inexistência de contrato formal tornava inviável a continuidade das atividades de ensino. A interdição foi uma medida necessária, respaldada em critérios técnicos e legais”, afirmou o presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade.

Com o recebimento do termo de convênio tanto pelo Cremers quanto pelas instituições envolvidas – Ulbra e Associação Saúde em Movimento (ASM) –, a interdição fica suspensa. No entanto, a suspensão é temporária e condicionada: o prazo de 45 dias será utilizado para verificação criteriosa do cumprimento dos termos contratuais, incluindo pontos ainda obscuros, como a definição do número máximo de alunos por preceptor e a formalização do vínculo dos preceptores com o HU.

Entre as diretrizes que devem ser cumpridas estão: contratos formalizados e públicos; prazos definidos; número adequado de alunos por preceptor; consentimento dos pacientes nas atividades de ensino; e o reconhecimento de que alunos são alunos e sua presença não impacta o atendimento, uma vez que não podem ser usados como mão de obra barata e estão ali para aprender.

O Cremers também alerta que essa realidade não se restringe a uma única instituição. Em diversas faculdades de Medicina do Estado têm sido constatados casos em que até 260 alunos são matriculados por semestre, apesar de autorizações originais e capacidades físicas previstas para apenas 60 estudantes. Tal expansão descontrolada representa grave ameaça à qualidade da formação médica e à segurança dos pacientes, e será objeto de fiscalização ampliada e sistemática por parte do Conselho.

 

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