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Economia 2021 já é o melhor da história para os carros híbridos e elétricos no Brasil

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A elevação do tributo será gradual até 2026. (Foto: Reprodução)

Se as montadoras ainda enfrentam enormes desafios para recuperar o mercado que existia antes do início da pandemia, pelo menos um segmento tem motivos para comemorar os números de 2021: de acordo com a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), o primeiro quadrimestre do ano foi o melhor da história nos emplacamentos de carros eletrificados — que incluem os modelos híbridos e elétricos.

Nos primeiros meses de 2021, 7.290 veículos foram negociados — 3.869 híbridos, 2.993 híbridos plug-in e 428 elétricos — representando um aumento de quase 30% em relação ao mesmo período de 2020. O segmento de eletrificados corresponde a 1,6% dos carros vendidos no Brasil.

Os resultados reforçam os planos das empresas de ampliar investimentos nesses modelos. Basta lembrar que o SUV Corolla Cross, principal lançamento da fabricante japonesa no Brasil para 2021, conta com tecnologia híbrida assim como o sedã que compartilha sua plataforma. A Volvo também anunciou que comercializará apenas modelos eletrificados, como a família do XC40, seguindo a pioneira Lexus.

De acordo com a ABVE, a previsão é que mais de 28 mil veículos híbridos e elétricos serão vendidos no Brasil até o final do ano, com um crescimento de 42% em relação a 2020. A associação estima que, atualmente, quase 50 mil carros eletrificados estejam em circulação no país, contando o período de 2012 a 2021.

Com leis ambientais mais rígidas, sobretudo nos países europeus, nos Estados Unidos e na China, as fabricantes estão acelerando o lançamento de veículos com baixa ou nenhuma emissão de dióxido de carbono (CO2).

No final de janeiro, a General Motors anunciou que encerrará a produção de carros a combustão até 2035 e adotará a eletrificação em sua linha para neutralizar as emissões de carbono até 2040 — a operação no Brasil também passará por essas mudanças.

Motor turbo

Motores turbo queimam mais óleo? Não, mas a manutenção malfeita acabou dando má fama a esses propulsores. O óleo do motor também é usado para lubrificar a árvore do turbocompressor — esse é um dos motivos pelos quais esses carros usam mais lubrificante do que modelos equivalentes aspirados.

Todo automóvel a combustão moderno, com ou sem turbo, perde um pouco de óleo dentro do intervalo de troca do fluido, mas esse volume tem sido cada vez menor com a evolução tecnológica. O problema acontece quando proprietários descuidam da manutenção, não fazendo a troca de óleo dentro do período correto ou usando lubrificantes com especificações erradas.

Isso danifica os selos e anéis do motor e do turbocompressor, que é extremamente sensível a mudanças na lubrificação, e faz com que o veículo passe a queimar mais óleo. Essa situação é percebida por uma fumaça cinza-azulada que pode sair pelo escapamento, além, claro, da queda no nível do fluido.

Esse tipo de problema é mais grave em motores a diesel: dependendo da quantidade de óleo que entra na câmara de combustão é possível que o propulsor “dispare”, situação na qual ele passa a acelerar descontroladamente, mesmo que a chave de ignição seja desligada.

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