Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de fevereiro de 2026
Pesquisa Ipsos divulgada nesta segunda-feira (2) mostra que crime e violência seguem no topo das preocupações dos brasileiros, mas com percentual inferior aos registrados no fim do ano passado. Os dados mostram que 41% dos entrevistados apontam crime e violência como principal preocupação. Em dezembro, eram 45% e, em novembro, 52%.
Nos últimos meses de 2025, as discussões sobre segurança pública foram pautadas principalmente pela megaoperação policial contra o Comando Vermelho que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, entre eles quatro policiais.
Dias após a megaoperação, o governo federal mandou ao Congresso um projeto de lei que endurece punições para integrantes de facções criminosas. O texto foi alterado pelo relator, o deputado opositor Guilherme Derrite (PL-SP), e aprovado na Câmara. No Senado, sofreu novas mudanças e agora aguarda nova votação na Câmara.
Além do chamado PL antifacção, o governo já havia mandado ao Congresso em abril a PEC da Segurança Pública, proposta que altera a Constituição e dá ao governo federal maior poder para estabelecer diretrizes de atuação das forças de segurança no país.
Essa proposta enfrenta resistência de governadores e ainda aguarda votação no Congresso. Tanto o governo quanto a oposição tratam a segurança pública como um tema central em 2026, ano eleitoral.
“Os dados de janeiro indicam um ajuste nas prioridades da população após um mês de dezembro marcado por picos de atenção em temas específicos”, avalia o CEO da Ipsos Brasil, Diego Pagura.
“Crime e violência seguem como a principal preocupação no país, com 41%, mas recuaram em relação ao mês anterior, sugerindo uma redução da intensidade do tema na agenda pública após um período de maior exposição no fim de 2025”, explica Diego.
Além de crime e violência, os brasileiros apontam saúde (36%) e corrupção (33%) como principais preocupações.
A pesquisa Ipsos entrevistou 1.000 pessoas entre 16 e 74 anos entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026.
Veja os números:
– Crime e violência: 41% (eram 45% em dezembro e 52% em novembro);
– Saúde: 36% (34% em dezembro e 36% em novembro);
– Corrupção: 33% (36% em dezembro e 34% em novembro);
– Pobreza e desigualdade social: 33% (31% em dezembro e 38% em novembro);
– Impostos: 28% (27% em dezembro e 25% em novembro);
– Inflação: 26% (24% em dezembro e 23% em novembro);
– Educação: 19% (22% em dezembro e 22% em novembro);
– Mudanças climáticas: 18% (14% em dezembro e 12% em novembro);
– Desemprego: 16% (15% em dezembro e 16% em novembro);
– Ameaças contra o meio-ambiente: 11% (13% em dezembro e 9% em novembro);
– Crescimento do extremismo: 9% (9% em dezembro e 9% em novembro);
– Declínio moral: 5% (5% em dezembro e 4% em novembro);
– Manutenção de programas sociais: 3% (4% em dezembro e 3% em novembro);
– Conflitos militares entre nações: 3% (3% em dezembro e 2% em novembro);
– Terrorismo: 3% (4% em dezembro e 5% em novembro);
– Coronavírus: 3% (2% em dezembro e 2% em novembro);
– Acesso a crédito: 2% (1% em dezembro e 1% em novembro);
– Controle migratório: 1% (1% em dezembro e 1% em novembro).
Direção do Brasil
A pesquisa também apontou que, para 55% dos entrevistados, o Brasil está indo na direção errada. Esse percentual era de 59% em dezembro e de 60% em novembro.
Para outros 45%, o Brasil está indo na direção correta. Uma oscilação de quatro pontos percentuais em relação aos 41% de dezembro e de cinco pontos percentuais em relação a novembro (40%).
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