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Brasil 42% dos brasileiros afirmam que a economia vai melhorar em 2022

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Iniciativa faz parte da 5ª edição do Feirão de Imóveis SPU. (Foto: Washington da Costa/ME)

Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra que 42% dos brasileiros avaliam que a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses. 20% acreditam que irá piorar, e 35% afirmam que ficará como está.

O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 16 de dezembro, com 3.666 entrevistas em 191 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No fim do ano passado, 28% dos brasileiros avaliavam que a economia iria melhorar em 2021, 41% acreditavam numa piora e 28% numa estabilidade.

Inflação

A pesquisa também mostra que 26% dos brasileiros dizem que a inflação deve cair nos próximos meses, 46% avaliam que ela irá subir e 23% afirmam que vai ficar como está.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,78% em dezembro e encerrou o ano de 2021 com alta acumulada de 10,42%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior acumulado do ano desde 2015.

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 7 apresentaram alta em dezembro. A maior variação veio de Transportes (2,31%), que encerrou o ano com alta acumulada de 21,35%. O resultado foi influenciado principalmente pelos preços dos combustíveis (3,40%).

No grupo Habitação a alta foi de 0,90%, impactada pelo preço da energia elétrica. Desde setembro, está em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Segundo a Aneel, o motivo é a piora da crise hídrica, que exigiu medidas adicionais do setor elétrico para não faltar energia em outubro e novembro – os meses mais críticos do ano.

Em Alimentação e bebidas, a alta de 0,35% teve contribuição individual do café moído (9,10%), além dos preços das frutas (4,10%) e das carnes (0,90%) que subiram em dezembro, após recuos do mês anterior. No lado das quedas, os destaques foram o tomate (-11,23%), o leite longa vida (-3,75%) e o arroz (-2,46%).

O grupo Educação não registrou aumento. O único com queda foi Saúde e cuidados pessoais que teve variação negativa (-0,73%). Isso correu principalmente por conta dos itens de higiene pessoal (-3,34%), em particular o perfume (-9,82%), os produtos para pele (-8,70%) e os artigos de maquiagem (-4,71%).

Expectativas

Na última pesquisa Focus do Banco Central (BC), divulgada no início desta semana, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2021 e também passaram a prever uma expansão menor do nível de atividade neste ano.

De acordo com o BC, a projeção dos analistas para a inflação de 2021 recuou de 10,05% para 10,04%. Foi a segunda semana seguida de queda do indicador.

Se confirmada a previsão, será a primeira vez que a inflação atinge o patamar de dois dígitos desde 2015, quando somou 10,67%.

Desemprego

Em relação do desemprego, 35% dos entrevistados dizem que irá aumentar, e 35% esperam uma queda.

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