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Mundo 59% dos americanos reprovam ataques ao Irã, aponta pesquisa

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Pesquisa foi feita após notícias de que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, havia morrido.

Foto: Reprodução

Quase seis em cada dez americanos reprovam a decisão dos Estados Unidos de adotar medidas militares contra o Irã, e a maioria considera provável um conflito prolongado entre os dois países. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo instituto SSRS.

O levantamento, conduzido logo após os ataques dos EUA e de Israel que deram início à guerra com o Irã, indica desconfiança em relação à condução da crise pelo presidente Donald Trump. Segundo o estudo, 60% dos entrevistados afirmam não acreditar que Trump tenha um plano claro para lidar com a situação, e 62% defendem que qualquer nova ação militar deveria ser previamente aprovada pelo Congresso.

Apenas 27% consideram que os Estados Unidos esgotaram os esforços diplomáticos antes de recorrer à força militar. Outros 39% avaliam que não houve empenho suficiente na via diplomática, enquanto 33% disseram não ter certeza.

A pesquisa foi realizada no sábado (28) e no domingo (1º), após a divulgação de informações sobre a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, nos ataques. A maior parte das entrevistas ocorreu antes da confirmação da morte de quatro soldados americanos.

No cenário geral, 59% desaprovam a decisão inicial de atacar o Irã, enquanto 41% a aprovam. A taxa de forte desaprovação (31%) é praticamente o dobro da forte aprovação (16%). Quando questionados sobre uma eventual tentativa de derrubar o governo iraniano, 44% se disseram favoráveis, contra 56% contrários.

O envio de tropas terrestres tem apoio ainda menor: apenas 12% defendem a medida, enquanto 60% se opõem e 28% permanecem indecisos.

Para 56% dos entrevistados, um conflito militar prolongado entre Estados Unidos e Irã é ao menos “um tanto provável”, sendo que 24% consideram essa possibilidade “muito provável”. Em declaração feita na segunda-feira (2), Trump afirmou que espera uma guerra de curta duração. “Não quero que dure muito tempo. Sempre achei que seriam quatro semanas. E estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma”, disse.

Embora a maioria dos americanos considere o Irã um país hostil ou inimigo dos Estados Unidos — percepção que se mantém acima de 70% desde os anos 2000 —, poucos acreditam que a ação militar reduzirá os riscos enfrentados por Washington.

Segundo a nova pesquisa, 54% avaliam que o Irã se tornará uma ameaça maior após os ataques, enquanto 28% entendem que a ofensiva diminuirá o risco. Mesmo entre os que aprovam a ação militar, cerca de 40% não estão convencidos de que ela reduzirá a ameaça iraniana.

Os resultados indicam estabilidade na percepção pública em relação ao Irã, mas sugerem resistência crescente ao apoio a novas ações militares contra o país.

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César
3 de março de 2026 21:10

É como a Palestina. Todos apoiavam o povo Palestino. Menos os países do Oriente Médio. O Iraque de Sadam Hussein, a Arábia Saudita pagou metade dos gastos militares dos EUA. O Irã é o berço da Revolução Islâmica, mas seu fundamento foi distorcido, agressão a mulheres, o povo com fome enquanto o Governo financia o Hamas, Hezbollah e outros grupos terrorista. Os governos do Oriente Médio querem o fim do Islamismo como guerra, é um campo ruim para o turismo nos Emirados Árabes, na Arábia Saudita e no Catar. O capitalismo manda mais que a religião.

Vanderlei Stefani
3 de março de 2026 19:08

🇮🇷🔥🇺🇸‼️”A guerra é política, mas Washington só entende de espetáculo.
O erro do império é acreditar que o Irã é uma narrativa de Hollywood que se encerra com a morte do ‘vilão’. A Verdade Material mostra que a Revolução Islâmica do Irã é uma estrutura monolítica. O que estamos vendo é o início de uma crise que Washington não tem competência para gerir, muito menos para vencer.”

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