Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2021
Um levantamento do instituto Paraná Pesquisas mostra que 70,2% dos brasileiros gostariam de escolher qual vacina receberá contra o coronavírus. Outros 29,8% disseram não fazer questão de ter essa escolha.
O imunizante mais mencionado pelos entrevistados foi a Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan-SP. Essa opção foi mencionada por 23,6% dos entrevistados.
Em empate técnico na liderança aparece a vacina da AstraZeneca/Oxford, preferida por 21,2% dos participantes da pesquisa. Os dois produtos são os únicos disponibilizados até o momento pelo plano nacional de imunização.
Vacinação no País
O balanço oficial divulgado nesta quinta-feira (4) aponta que 7.671.525 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra o coronavírus no Brasil, de acordo com dados divulgados até as 20h. Esse número representa 3,62% da população do País.
A segunda dose já foi aplicada em 2.463.894 pessoas (1,16% da população do país) em todos os Estados e no Distrito Federal. No total, 10.135.419 doses foram aplicadas em território nacional.
A informação é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, O Globo, Extra, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Uol. Os dados de vacinação passaram a ser acompanhados a partir de 21 de janeiro.
Johnson & Johnson
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, anunciou que se reunirá no próximo dia 16 com representantes da Johnson & Johnson para discutir o uso emergencial da vacina da Janssen, pertencente ao grupo farmacêutico.
Ele deu a declaração ao participar de uma sessão no Senado, da qual também participaram o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, e a diretora da Anvisa Meiruze Freitas. Francieli Fantinato, coordenadora do Programa de Imunização do MS, participou remotamente.
Os participantes foram convidados a prestar informações sobre o andamento da imunização contra a Covid e os processos de aprovação de vacinas.
“Estamos recebendo, agora, a notícia de que a empresa Johnson & Johnson, divisão Janssen, solicita à Anvisa reunião, no dia 16 de março, para a submissão de autorização de uso emergencial. Acho que essa sessão é abençoada. Temos aí uma boa notícia referente a mais uma vacina para ser concretizada”, afirmou Barra Torres.
Na quarta-feira (3), o governo federal decidiu comprar vacinas da Janssen. A proposta do laboratório é fornecer 38 milhões de doses no segundo semestre. Um dos pontos da negociação entre o governo e o grupo é a instalação de um parque de produção do laboratório no Brasil.
Após a sessão, em entrevista, a diretora da Anvisa Meiruze Freitas explicou que a audiência solicitada pela Johnson & Johnson é uma reunião de pré-submissão com a previsão de pedido de uso emergencial da vacina Janssen no Brasil.
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