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Acontece 7º Seminário Palco Giratório reúne especialistas do Brasil e do exterior para debater sobre as artes cênicas

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Programação ocorre de 26 a 28/05, com transmissão simultânea e certificação emitida pela UFRGS

Foto: Adriana Marchiori

O 7º Seminário Palco Giratório será realizado de 26 a 28 de maio em Porto Alegre, reunindo pesquisadores, artistas e docentes do Brasil e de países da América do Sul em uma programação dedicada à reflexão e à produção de conhecimento nas artes cênicas. Promovido em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAC/UFRGS), o evento integra o 20º Festival Palco Giratório e propõe ampliar o diálogo entre criação, gestão e formação de público, com participação de convidados nacionais e internacionais. Com o tema “Fabulações de Mundos: As Artes Cênicas nas Tramas do Tempo”, a edição discute as artes como território de invenção, onde memória, presente e futuro se entrelaçam na criação de narrativas e formas de convivência.

Entre os destaques da programação, no dia 26, a mesa “Continuidades e Rupturas: Produção, Sustentabilidade e Gestão nas Artes Cênicas” aborda estratégias de viabilização de projetos culturais, com participação de Daniele Sampaio e Socorro Naveda, mediadas por Maria Helena Cunha. No dia 27, o debate “Entre Tempos: Formação, Mediação e Diálogos com o Público” discute a relação com as plateias, reunindo Rita Aquino e o pesquisador argentino Jorge Dubatti, com mediação de Sidnei Cruz. O encerramento, no dia 28, traz a mesa “Mobilizações Cênicas Contemporâneas”, com Soraya Portela, Bella Timbaí e Angélica Kaingang, mediadas por Lana Furtado, abordando diversidade e novas formas de criação na cena.

As inscrições são gratuitas e abertas a interessados de todo o Brasil. As atividades contam com transmissão online simultânea, permitindo participação remota, e os inscritos terão direito a certificado emitido pela UFRGS. É possível se inscrever para a programação completa ou para as mesas, em separado, pelo site www.even3.com.br/seminariopalcogiratorio7.

Criado em 2016, o Seminário Palco Giratório completa uma década de trajetória em 2026, após edições anuais até 2019, interrupção durante a pandemia e retomada em 2024. Para a coordenadora de Artes Cênicas, Visuais e de Arte Educação do Sesc/RS e curadora do Circuito Nacional do Palco Giratório, Jane Schoninger, a iniciativa amplia seu alcance ao integrar diferentes territórios e públicos. “O Seminário Palco Giratório chega aos seus sete anos acompanhando as transformações das artes cênicas e aprofundando o diálogo entre criação e pensamento. Nesta edição, ampliamos essas trocas para além dos limites físicos, com convidados de outros países e o fortalecimento de parcerias com programas de pós-graduação do Brasil, o que reforça o seminário como um espaço de construção coletiva e circulação de ideias”, afirma.

Festival Palco Giratório Sesc em Porto Alegre – O evento é parte do Circuito Nacional do Palco Giratório, realizado pelo Sesc em diferentes estados para promover a difusão e o intercâmbio cultural, e consolidado como a maior ação do gênero no Brasil. A cada ano – com espetáculos do Circuito, obras convidadas e trabalhos gaúchos selecionados – o evento na Capital Gaúcha traz uma programação caracterizada pela diversidade de expressões e temáticas, qualidade de espetáculos e ações formativas com grupos de todas as regiões do País. A proposta é destacar questões presentes na contemporaneidade por meio da arte. A 20ª edição, em 2026, ocorre entre os dias 19 de maio e 03 de junho, com mais de 60 apresentações. Informações e ingressos em www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio.

7º Seminário Palco Giratório – Sesc/RS

Continuidades e rupturas: produção, sustentabilidade e gestão nas artes cênicas
Com Daniele Sampaio (SP) e Socorro Naveda (Peru)
Mediação: Maria Helena Cunha (MG)

Produção e gestão são componentes do campo das artes cênicas que definem possibilidades, tempos, espaços, discursos e são em si mesmas atividades criativas, indissociáveis do fazer da cena. Em nosso contexto, como produção e gestão fabulam mundos e contribuem para o recorrente desejo e objetivo da produção continuada? Quais rupturas propomos e quais projetos de sustentabilidade estamos construindo ou podemos construir?

Daniele Sampaio é produtora e gestora cultural, pesquisadora de políticas culturais e fundadora da SIM! Cultura. Doutoranda em Artes Cênicas pela USP. Desde 2022, é curadora no Festival de Curitiba e, desde de 2024, do Cena Contemporânea de Brasília. É uma das coordenadoras do GT “Artes Cênicas e campo profissional: Produção, Gestão, Políticas Culturais e Economias”, na Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (Abrace).

Socorro Naveda é produtora do Grupo Cultural Yuyachkani (Lima/Peru) desde 1986. O Yuyachkani revitalizou o cenário teatral latino-americano ao realizar uma prática artística por um teatro da memória. Seus trabalhos artísticos-pedagógicos e as ações na Casa de Yuyachkani convocam um olhar sobre o passado que ajuda a compreender o presente. O grupo celebrará 55 anos de atividade ininterrupta em julho de 2026.

Maria Helena Cunha é gestora cultural, pesquisadora, professora, doutora em Artes pelo PPG Artes/ EBA-UFMG (2025). Tem ministrado cursos e palestras no Brasil e exterior sobre gestão cultural, planejamento e formação profissional. Coordenadora da Inspire Biblioteca Virtual, especializada em um acervo sobre gestão e políticas culturais.

Data: 26/05 (terça-feira)
Horário: 14 às 17h
Local: Zona Cultural (Av. Alberto Bins, 900)
*Atividade com tradução para Libras

Entre tempos: formação, mediação e diálogos com o público
Com Rita Aquino (BA) e Jorge Dubatti (Argentina)
Mediação: Sidnei Cruz (RJ)

O público é um agente fundamental da cena, que define sua própria existência, assim como desejos, projeções, aproximações e distâncias nas relações com pesquisa, criação, produção e gestão nas artes cênicas. E o lugar do espectador é imprescindível neste fazer. Como nos relacionamos com o público, e como somos públicos, em suas múltiplas possibilidades de composição, que convidam ao exercício de rasgar diálogos com o contexto contemporâneo, fabulando tempos possíveis?

Rita Aquino é artista, pesquisadora e educadora em dança. Professora da Escola de Dança e dos Programas de Pós-Graduação em Dança (PPGDANÇA) e Profissional em Dança (PRODAN) da UFBA. Doutora em Artes Cênicas pela UFBA. Coordenadora das Atividades Formativas e curadora do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC). Coordenadora do Programa de Mediação Cultural do Palco Giratório 2019 e do projeto Mediação Cultural: uma cartografia no Palco Giratório 2018 em sete estados do Brasil.

Jorge Dubatti é pesquisador, crítico e professor universitário especializado em Teatro e Artes. Doutor em História e Teoria das Artes pela Universidade de Buenos Aires (UBA). Professor titular de História do Teatro 2 e diretor do Instituto de Artes Cênicas da UBA. Secretário de Pesquisa, Criação Artística e Pós-Graduação do Instituto Universitário de Artes da Patagônia (IUPA) e fundador e diretor da Escola de Espectadores de Buenos Aires. Seu livro mais recente é “Artes Conviviais, Tecno-Viviais, Liminares” (Universidade de Coimbra).

Sidnei Cruz é dramaturgo, diretor teatral e gestor. Nasceu em 1955, no Rio de Janeiro (RJ), onde vive até hoje. Criou e coordenou o projeto Palco Giratório – Rede Sesc de Intercâmbio e Difusão das Artes Cênicas (1998-2007). Doutor em Artes da Cena pela UFRJ.

Data: 27/05 (quarta-feira)
Horário: 14 às 17h
Local: Zona Cultural (Av. Alberto Bins, 900)
*Atividade com tradução para Libras

Mobilizações cênicas contemporâneas: tempos e modos plurais de existir e criar
Com Soraya Portela (PI), Bella Timbaí (RS), Angelica Kaikang (RS)
Mediação: Lana Furtado (CE)

Na sociedade e na arte, evidenciam-se clamores de diferentes grupos, comunidades, vozes e experiências que exigem escuta, lugar a mesa e transformações. Como as artes da cena respondem às urgências de nossa época? Essa mesa discute diversas ‘mobilizações cênicas’ que configuram formas de insurgência e reinvenção do possível, através da articulação criativa de modos plurais de existência, que atravessam a cena contemporânea em sua diversidade de vozes e corpos, reafirmando-a como espaço de fabulação de novos mundos.

Soraya Portela é artista, pesquisadora e educadora. Atua nas áreas gestão, criação, curadoria e processos de aprendizagem em dança relacionados à infância e terceira idade. Iniciou seu percurso como artista no coletivo Núcleo do Dirceu/Galpão do Dirceu, plataforma de artistas e produtores implementado em Teresina (PI) (2006-2015).

Bella Timbaí é artista e capoeirista, travesti, negra, brasileira e ribeirinha natural de Remanso (BA). Docente do curso de Dança-Licenciatura da UFPEL, doutora em Artes Cênicas pela UFBA, cofundadora e coreógrafa do Coletivo Negressencia e idealizadora do Seminário de Danças Negras do Rio Grande do Sul.

Angelica Kaikang é doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Educação-PPGEDU/UFRGS. Atuou como agente de defesa ambiental na Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária nos anos de 2012 a 2019, e bolsista formadora na Rede Ação Saberes Indígenas na Escola, em 2017, projeto vinculado ao Ministério da Educação. Atuou como assistente social no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas PPDDH/RS (2022-2024).

Lana Furtado é artista da cena, pesquisadora e arte educadora. Mestra em Artes pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) (2018). Pesquisa o teatro com e para infâncias e a formação docente de professores de arte. Atualmente, é assistente de coordenação da Escola Pública de Teatro da Vila das Artes (Fortaleza – CE) e atua em trabalhos artísticos, voltado para a cultura popular e as infâncias com os espetáculos “Os Mateus” e “As aventuras do rio dos sapos”.

Data: 28/05 (quinta-feira)
Horário: 14 às 17h
Local: Zona Cultural (Av. Alberto Bins, 900)
*Atividade com tradução para Libras

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