Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de agosto de 2020
Um pequeno estudo realizado no Reino Unido revelou que casos de diabetes tipo 1 em crianças quase dobraram durante pico da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Dado aponta a necessidade de se investigar a ligação entre as duas doenças.
“Nossa análise mostra que o número de casos novos de diabetes tipo 1 em crianças foi anormalmente alto em dois dos hospitais (que estudamos) na comparação com anos anteriores”, disse a coautora do estudo, Karen Logan. A pesquisa britânica, publicada no periódico científico Diabetes Care, é a primeira a primeira a relacionar a diabetes tipo 1 e a Covid-19 em crianças.
Os pesquisadores do Imperial College de Londres afirmam que médicos devem ficar atentos as situações em que uma criança apresenta as duas doenças. Logan diz que anteriormente, na China e Itália, casos de diabetes tipo 1 e Covid-19 em pacientes infantis já apareciam.
O estudo analisou dados de 30 crianças, todas diagnosticadas com diabetes tipo 1 durante o pico da pandemia. O número corresponde a quase o dobro de casos no mesmo período dos anos anteriores. Cinco delas foram infectadas pelo novo coronavírus, enquanto outras 21 tiveram resultados positivos para Covid-19 ou passaram por exames de anticorpos para detectar a presença do vírus.
Os cientistas apontam que uma possível ligação entre as duas doenças é que o novo coronavírus tem a capacidade de atacar células do pâncreas que produzem insulina – essencial para o controle dos níveis de açúcar no sangue.
Diagnóstico do diabetes em crianças
O diagnóstico de diabetes e pré-diabetes é semelhante àquele em adultos, tipicamente utilizando glicemia aleatória ou de jejum e/ou níveis de HbA1c, e depende da presença ou ausência de sintomas ( Critérios diagnósticos para diabetes melito e alteração da regulação da glicose). O diabetes pode ser diagnosticado em caso de presença dos sintomas clássicos do diabetes e mensuração dos níveis séricos de glicose (níveis plasmáticos aleatórios de glicose ≥ 200 mg/dL (≥ 11,1 mmol/L) ou nível plasmático de glicose em jejum ≥ 126 mg/dL (≥ 7,0 mmol/L); jejum é definido como nenhuma ingestão calórica durante 8 h).
Um teste de tolerância oral à glicose não é necessário e não deve ser feito se for possível diagnosticar o diabetes por outros critérios. Quando necessário, o teste deve ser feito usando glicose, 1,75 g/kg (máximo de 75 g) dissolvida em água. O teste pode ser útil em crianças sem sintomas ou com sintomas leves ou atípicos e pode ser útil em casos suspeitos de diabetes tipo 2 ou diabetes monogênico. O critério para HbA1c normalmente é mais útil para diagnosticar o diabetes tipo 2, e deve-se confirmar se há hiperglicemia.
Avaliação inicial e exames
Para pacientes com suspeita de diabetes, mas que não parecem enfermos, os testes iniciais devem incluir um painel metabólico básico, incluindo eletrólitos, glicose e exame de urina. Para pacientes enfermos, os testes também incluem gasometria venosa ou arterial, testes de função hepática e níveis de cálcio, magnésio, fósforo e Htc.
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