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Mundo Sete votos para Trump foram supostamente jogados fora por engano em setembro; autoridades descartaram fraude

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Trump não reconhece a derrota para o democrata Joe Biden.(Foto: Reprodução)

Uma notícia sobre cédulas de votação extraviadas na Pensilvânia tem circulado fora de contexto nas redes sociais. O caso ocorreu há mais de um mês — nove cédulas, sete delas com votos para o presidente Donald Trump, foram descartadas no condado de Luzerne. As autoridades concluíram que os votos foram jogados fora por erro de um funcionário temporário, que posteriormente foi demitido. De acordo com a emissora Fox News, os sete votos para Trump foram identificados e reenviados para contagem.

Uma postagem no Facebook reproduz a seguinte manchete de um site: “FBI encontra cédulas de votação por correio descartadas na Pensilvânia, todas com votos para o candidato presidencial Donald Trump”. O post analisado não deixa claro quantos votos são nem quando o caso ocorreu.

A apuração das eleições no condado de Luzerne já terminou — lá, o candidato republicano conquistou 56,77% do eleitorado, ou 84.649 votos. A contagem no restante do Estado continua. Até as 21h30 desta quinta-feira (5), o presidente americano liderava com 49,92%, mas a dianteira vem diminuindo à medida que votos enviados pelos correios são contados.

Após o avanço do candidato democrata, Joe Biden, a campanha de Trump entrou com ações judiciais para tentar impedir a contagem de votos na Pensilvânia e em outros estados. O presidente argumenta que votos por correios que chegaram no dia das eleições não devem ser contados, o que não condiz com a legislação estadual. Trump diz haver provas de fraude eleitoral, mas não apresentou nenhuma evidência.

O caso das cédulas descartadas ocorreu na cidade de Wilkes-Barres, na Pensilvânia. Os votos foram enviados por militares, que usam envelopes diferentes dos de outros votos por correios. O vice-secretário de Eleições da Pensilvânia, Jonathan Marks, disse à Fox que provavelmente houve uma confusão na hora de separar esses votos para contagem e que o episódio trouxe à tona a necessidade de treinar melhor trabalhadores temporários.

Em coletiva no dia 30 de setembro, a secretária de Estado da Pensilvânia, Kathy Boockvar, reforçou que as cédulas erroneamente descartadas não foram fruto de “fraude intencional”, e sim de um erro. O funcionário responsável por descartar os votos foi demitido.

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