Terça-feira, 13 de outubro de 2026

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Mundo Donald Trump diz que sua equipe está fazendo um grande processo e que os resultados das eleições começarão a ser divulgados na próxima semana

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Trump enfrenta dificuldade em aceitar que perdeu as eleições para o democrata Joe Biden. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente americano Donald Trump publicou, no Twitter, que sua equipe está fazendo um “grande progresso” e que os resultados das eleições começarão a ser divulgados na próxima semana. “Nós vamos vencer”, escreveu.

O republicano não reconhece a vitória do democrata Joe Biden e já havia anunciado que pediria a recontagem de votos e iria a Suprema Corte contra a apuração.

O procurador-geral dos Estados Unidos anunciou que irá abrir uma investigação sobre as acusações de fraudes alegadas pela campanha republicana.

“Segundo mandato”

A vitória do democrata Joe Biden na eleição presidencial foi confirmada no sábado (7) e, até agora, não há sinais de que Donald Trump pretenda reconhecer a derrota, elevando a tensão política nos Estados Unidos. O presidente e a maior parte da cúpula do seu Partido Republicano alegam falsamente, sem apresentar quaisquer provas, que houve fraudes na contagem dos votos nos Estados.

Nesta terça, em entrevista coletiva, o secretário de Estado, Mike Pompeo, se tornou a pessoa com mais alto cargo, além de Trump, a pôr em dúvida a vitória do democrata, dizendo que haverá um segundo mandato do republicano. Quando questionado por um repórter se o bloqueio do presidente a uma transição para um governo Biden não atrapalharia a transferência do poder e poria em risco a segurança nacional, Pompeo respondeu:

“Haverá uma transição tranquila para um segundo governo Trump”, disse o chefe da diplomacia americana, com um leve sorriso, antes de completar de forma mais dúbia: “Estamos prontos. O mundo está assistindo ao que está acontecendo. Vamos contar todos os votos e, quando o processo estiver encerrado, teremos um vencedor. O mundo deve ter confiança de que a transição necessária para que o Departamento de Estado continue funcionando bem também será bem-sucedida com o presidente que tomará posse em 20 de janeiro.”

Biden, em resposta, disse que nada deterá a transição do poder e que a recusa do governo Trump a reconhecer sua vitória não terá consequências maiores.

A grande maioria dos líderes internacionais já cumprimentou Biden pela vitória. Nesta terça, ele falou com o francês Emmanuel Macron e a alemã Angela Merkel.

A tensão política cresceu na noite de segunda-feira (9), após o Departamento de Justiça autorizar inquéritos federais para apurar supostas fraudes eleitorais denunciadas pelo presidente, mesmo sem quaisquer provas de sua existência.

A decisão de William Barr, o secretário de Justiça, gerou repúdio no seu próprio departamento. O diretor do braço responsável por crimes eleitorais, Richard Pulge, pediu demissão e, em um e-mail a colegas, afirmou que a conduta do secretário “revoga uma política de não interferência de 49 anos para investigações de fraudes eleitorais”, que são apuradas primeiro pelos tribunais estaduais.

Enquanto a alta cúpula republicana no Congresso apoia a cruzada jurídica do presidente, outros grupos dentro do partido começam a repudiar a conduta de Trump e de Barr. Quatro ex-secretários de Segurança Interna  dos governos de George W. Bush e Barack Obama assinaram um comunicado afirmando que as eleições foram justas e que as tentativas de Trump de questionar o resultado não devem impedir a transição.

Em outro comunicado, ex-funcionários do Departamento de Justiça, entre eles o ex-conselheiro de Segurança Nacional de George W. Bush, Ken Wainstein, lembraram que “os eleitores decidem a eleição, não o secretário de Justiça”.

“Não vimos absolutamente quaisquer evidências de nada que possa impedir a certificação dos resultados, que é algo que cabe aos Estados, não ao governo federal”, afirmaram. “O povo americano falou claramente, e agora o país precisa se mover em direção a uma transição pacífica de poder.”

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